sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Trechos pensativos II
Frases-verdade do mundo da propaganda
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Baseado em fatos reais
Adobe Photoshop Cook
Adobe Photoshop Cook from Lait Noir on Vimeo.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Sair do armário
Tava pensando hoje nas coisas que andam me desagradando e mesmo assim não consegui justificar minha imensa insatisfação com minha vida laboral mesmo sabendo que estou melhor que 90% da população. Achei até mesquinho da minha parte visto que ganho satisfatoriamente e tenho um trabalho relativamente gratificante. Mas foi aí, nesta segurança, neste mundo fácil, dócil e seguro que passei a lamentar minha situação desesperadora de não me satisfazer com essa fase e de lutar todos os dias para que de alguma o sistema, ainda que dominante em minhas iniciativas, mude...de alguma forma, por favor, mude.
Infelizmente não posso deixar de ganhar algum por mês, e também não consigo investir porque este algum é insuficiente para começar algo relevante e me pego pensando neste ciclo preso ao sistema e que preciso fazer alguma coisa contra ele. Justo eu, ex-petista (e enganado), reacionário e cheio de projetos, me vejo numa situação que estou engajado num sistema de facilidades, concomitantes com meu magro e insatisfatório sucesso. É patético, eu sei. Mas você deve sentir o mesmo. Você deve estar preso aí, numa cadeira, cheio de projetos, cheio de esperanças de ser melhor, de ter relevância e tudo que vem até você é outro trabalho medíocre sem nenhum sentido aparente que as pessoas julgam como gosto ou não gosto, sem nenhuma satisfação técnica adicional. Mesmo assim estamos presos. Sabe como aqueles travestis que vivem dizendo que são mulheres que estão presas num corpo de homem? Então, é mais ou menos isso. Somos todos travestis presos nestes corpos de funcionários benevolentes, assíduos e preocupados quando justamente as pessoas que deveriam nos estimular esquecem-se de detalhes que poderiam nos devolver o mínimo de ânimo em cada ação ou decisão tomada. Mas não, isso não é feito. E por muito tempo não consegui sair disto, ir pra longe, mudar...Me senti ridículo por isso. Não há justificativas. Mas eu me senti ridículo. Isso aconteceu alguma vez com você? É, comigo sim. E pretendo fazer algo a respeito. Algo radical. Algo específico e com fundamento. Algo bom pra mim. Finalmente sei que devo fazer algo menos sensato financeiramente e melhor para mim mesmo. E eu farei. Façam vocês também. Sem medos. Ou com medos, como eu. Mas façam de uma vez por todas. Ou nada mudará. Muito menos eu ou vocês.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Trechos pensativos
VOCÊ TEM SUV?

SÃO PAULO (eu não) – Tem, filhote? Santa Fé, Tucson, Prado, Sportage, essas coisas enormes, monstruosas, que os americanos adoram e agora não sabem o que fazer com elas, porque gastam muito, ocupam muito espaço e etc e tal? Pois, no fundo, você tem mesmo é uma Rural. A primeira SUV, mas na verdade só com o U de utilitário, porque esse negócio de Sport Utility não cola, ou é utilitário, ou é esportivo. Ou um, ou outro. Os dois, não dá. Ou carrega cebola, que é útil, ou faz trilha, que é esporte. Mas não conheço ninguém que carrega cebola numa Tucson, muito menos que faz trilha.
SUVs são uma invenção dos marqueteiros da indústria automobilística. É difícil definir que tipo de veículo são de verdade. Não são vans, para transporte de muita gente; não são jipes, despojados e lameiros; não são peruas na acepção da palavra. Sei lá o que é uma, ou um, SUV. Mas caíram no gosto dos brasileiros, principalmente porque com os coreanos, dá para pagar o carnê. São veículos grandes, beberrões, desajeitados, custosos para produzir, gastam muito aço e plástico, uma péssima ideia para grandes cidades, não cabem nas vagas dos prédios, mas enfim… Cada um se exibe do jeito que quiser.
A Rural, se você olhar direito, é o que hoje se chama de SUV. Podia ser usada na cidade e no campo. Mas nasceu para ser utilitário, mesmo, sem luxos, com boa capacidade de carga e de gente. É tema da materinha que fiz nesta semana para o “Limite” da ESPN Brasil, e está neste link aqui. Gravei em Guarulhos, na loja do seu Paulo, uma simpatia. A que aparece no programa é vermelha e branca como essa aí da ilustração. Mas é uma Rural da era Ford, quando a Willys já tinha sido vendida. Carro muito bacana.
Autor: Flavio Gomes
http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/2009/11/04/voce-tem-suv/comment-page-4/
Perder a família
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Pagão de carteirinha
Porque não posso ser pagão? Porque descrer é algo ruim? Oras, consta no manual do religioso seja ele de final de semana ou não que se deve amar ao próximo, certo? Aliás, as pessoas não querem pensar sobre suas crenças, não querem discutir o assunto, geralmente é demais para elas, é inaceitável . E se você parar para pensar (se ainda não parou de ler o texto) se vai a igreja deve ser no mínimo hipócrita. Você só não é se segue os 10 mandamentos e os preceitos escritos na bíblia à risca, caso contrário meu amigo ou amiga, é sim ou é um manipulador. Seria o mesmo que ir ao estádio e sentar na torcida adversária, ou que seguir as leis que você quer. Chegar a ser engraçado de tão óbvio. Mas se ainda não é o suficiente, digo mais...Ter uma religião em particular é implicar que todas as outras existentes estão erradas, porque deus é único, onipotente, bla bla bla, e logo haverá divergências religiosas, e logo, mais cedo ou mais tarde haverá guerras santas, senão entre nós, então entre nossos líderes. E não tem em nenhum lugar escrito explicitamente que se deve matar em nome de deus, tem? Ah, nem a mim, ok!? Se você for mulher, então piorou. Mulher não tem vez na bíblia. Bom, tem sim, mas como vassala do homem, não há igualdade entre homens e mulheres, se você nasceu mulher, nasceu para servir ao homem e olha que toda essa histeria começou com uma mulher que foi engravidada, sem ser tocada diga-se de passagem, por um ser alienígena (a definição correta da palavra é estrangeiro, estranho ou desconhecido). E depois o filho dela passou a escutar vozes superiores que diziam a ele o que fazer. Parece coisa de doido não? Já imaginou se todo mundo ouvisse vozes? Bom, não é bem assim, tem alguns poucos com essa capacidade diz o livro. Mas a história é essa aí mesma. Só que racionalizada, sem fantasia, sem nomes bonitos, sem enfeites e principalmente sem pré-conceitos estabelecidos por outras pessoas. E mesmo assim não sou contra a deus e nem mesmo contra os religiosos, só quero minha liberdade de não crer ou de crer no nada. A religião pra mim existe como os livros de auto-ajuda. Você sabe o que deve ser feito, como tratar seu próximo, como ser legal, como ser bom, mas precisa de alguém pra te falar tudo isso. Precisa de alguém uniformizado pra simbolizar o guia. E com a farda apropriada e um discurso incentivador e amoroso é possível ajudar. E eles ajudam. É necessário. A vida é dura e curta. A gente sofre, perde pessoas inexplicavelmente e quando percebe, tem 70 anos e um corpo falho que mal se lembra da sombra daquilo que um dia foi e aí você precisa ser egoísta e acreditar que vai viver pra sempre. E se a gente vai viver pra sempre porque estamos aqui perdendo tempo? Porque não morremos logo para aproveitar tudo isso? Alguns pensam assim e morrem ou simplesmente não evitam morrer. Mas prefiro não pensar na morte e me concentrar na vida. Nesta única vida que tenho e que não terei mais. Já pensei muito na morte e no dia que deixarei de existir e tudo o que consegui com isso foi aflição, aperto no peito, foi vontade de querer fazer tudo rapidamente, de querer amar minha mulher, de ter meus futuros filhos e de beijar e abraçar minha família e meus amigos. Mas pelo menos eu não fui egoísta. E nem preconceituoso. Eu aceito seu deus, mas defendo meu ponto de vista de que talvez, eu disse talvez, não exista um. Porque você não pode aceitar a mim?