terça-feira, 21 de dezembro de 2010

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Mark Knopfler - Speedway at Nazareth

After two thousand came two thousand and one
To be the new champions, we were there for to run
From springtime in Arizona, 'til the fall in Monterey
And the raceways were the battlefields and we fought 'em all theway

It was in Phoenix in the morning, I had a wakeup call
She went around the without a warning and put me in the wall
I drove at Long Beach California with three cracked vertebrae
And we went on the Indianapolis, Indiana anyway

Well, the Brickyard's there to crucify anyone who will notlearn
I climbed a mountain to qualify went flat throught the turn
And I was down in the might-have-beens and an old pal good asdied
And I sat down in gasoline alley and I cried

Well we were in at the killercamp on the Milwaukee mile
And in June up in Michigan we were robbed at Belle Isle
Then It was on to Portland Oregon for the G.I. Joe
And I blew off almost everyone when I my motor let go

New England, Ontario we died in the dirt
Those walls from Mid Ohio to Toronto they hurt
So we came to Rode America where we burned up at the lake
But at the Speedway At Nazareth I made no more mistakes

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Mala da Semana - Foursquare















Ah, faz horas que ensaiando pra falar dele. O Foursquare é um serviço de geolocalização (favor não confundir com a igreja quadrangular ou foursquare church) ou com a marca de roupas (foursquare outerwear). Basicamente ele permite que você indique aonde está através de um aplicativo no seu celular, ou seja, serve para você sequestrador ou ligado ao ramo do sequestro descobrir onde está sua próxima vítima. E daí que você chegou no trabalho, no cinema ou em casa. Se você usa o Foursquare e não é uma celebridade consagrada, provavelmente você é um chato.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Mas, como não aceitamos regras, mandamos ver de Clarice a introspector:

Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente.
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma,
mas não serei a mesma pra sempre!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Trechos pensativos VI

"And when I'm gone, just carry on, don't mourn
Rejoice every time you hear the sound of my voice
Just know that I'm looking down on you smiling
And I didn't feel a thing
So baby don't feel no pain
Just smile back"

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Seu organismo e a bebida alcóolica: Bem didático.

Texto retirado de "O bar do Zé"

Você vai ao bar e bebe uma cerveja. Bebe a segunda cerveja, a terceira, e assim por diante.

O teu estômago manda uma mensagem pro teu cérebro dizendo "Caracas véio... o cara tá bebendo muito líquido, tô cheião!!!" Teu estômago e teu cérebro não distinguem que tipo de líquido está sendo ingerido, eles sabem apenas que é líquido.

Quando o cérebro recebe essa mensagem ele diz: "Caramba, o cara tá maluco!!!

E manda a seguinte mensagem para os rins "Cara, filtra o máximo de sangue que tu puder, o hômi aí tá maluco e tá bebendo muito líquido, vamo botar isso tudo pra fora" e os rins começam a fazer até hora-extra, filtram muito sangue e enchem rápido a bexiga.

Daí vem a primeira corrida ao banheiro. Se você notar, esse 1º xixi é com a cor normal, meio amarelado, porque, além de água, vêm as impurezas do sangue.

O rim aliviou a vida do estômago, mas você continua bebendo e o estômago manda outra mensagem pro cérebro "Cara, ele não pára, socorro!!!" E o cérebro manda outra mensagem pro rim: "Véio, estica a baladeira, manda ver aí na filtragem!!!"

O rim filtra feito um louco, só que, agora, o que ele expulsa não é o álcool ele manda pra bexiga apenas ÁGUA (o líquido precioso do corpo). Por isso que as mijadas seguintes são transparentes, porque é água. E quanto mais você continua bebendo, mais o organismo joga água pra fora, e o teor de álcool no organismo aumenta, e você fica mais "bunitim".

Chega uma hora em que você tá com o teor alcoólico tão alto que teu cérebro desliga você. Essa é a hora em que você desmaia... dorme... capota...resumindo: essa é a hora em que o teu ... não tem dono!

Ele faz isso porque pensa "Meu, o cara tá a fim de se matar, tá bebendo veneno pro corpo, vou apagar esse doido pra ver se assim ele pára de beber, e a gente tenta expulsar esse álcool do corpo dele".

Enquanto você está lá, apagado (sem dono), o cérebro dá a seguinte ordem pro sangue "Bicho, apaguei o cara, agora a gente tem que tirar esse veneno do corpo dele. O plano é o seguinte, como a gente está com o nível de água muito baixo, passa em todos os órgãos e tira a água deles, e assim a gente consegue jogar esse veneno fora".

O sangue é como se fosse o Boy do corpo. E como um bom Boy, ele obedece às ordens direitinho e, por isso, começa a retirar água de todos os órgãos. Como o cérebro é constituído de 75% de água, ele é o que mais sofre com essa "ordem", e daí vêm as terríveis dores de cabeça da ressaca.

Então sei que, na hora, a gente nem pensa nisso, mas quando forem beber, bebam de meia em meia hora um copo d'água, porque na medida que você mija, já repõe a água.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O direito ao foda-se

Justiça seja feita, o texto é erroneamente atribuído ao Millor, quando na verdade o autor real é o Pedro Ivo Resende.

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.

“Pra caralho”, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que “Pra caralho”? “Pra caralho” tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?

No gênero do “Pra caralho”, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso “Nem fodendo!”. O “Não, não e não”! E tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade ”Não, absolutamente não!” O substituem. O “Nem fodendo” é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo “Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!”. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.

Por sua vez, o “porra nenhuma!” atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um “é PhD porra nenhuma!”, ou “ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!”. O “porranenhuma”, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos “aspone”, “chepone”, “repone” e, mais recentemente, o “prepone” - presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um “Puta-que-pariu!”, ou seu correlato “Puta-que-o-pariu!”, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba…Diante de uma notícia irritante qualquer um “puta-que-o-pariu!” dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso “vai tomar no cu!”? E sua maravilhosa e reforçadora derivação “vai tomar no olho do seu cu!”. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: “Chega! Vai tomar no olho do seu cu!”. Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: “Fodeu!”. E sua derivação mais avassaladora ainda: “Fodeu de vez!”. Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? “Fodeu de vez!”.

Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de “foda-se!” que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do ”foda-se!”? O “foda-se!” aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.”. Não quer sair comigo? Então foda-se!”. “Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!”.

O direito ao ”foda-se!” deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e FODA-SE.

Maldito Mundo Moderno

Fantástico texto do Chico Anysio escrito só com a letra M.

Mundo moderno, marco malévolo, mesclado mentiras, modificando maneiras, mascarando maracutáias, majestoso manicômio.

Meu monólogo, mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio maior, maldade mundial.

Madrugada... matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna, monta matumbo malhado, munido machado, martelo... mochila mucha, margeia mata maior.

Manhãzinha move moinho moendo macaxeira, mandioca.

Meio dia mata marreco... manjar melhorzinho.

Meia noite mima mulherzinha mimosa, Maria morena, momento maravilha, motivação mútua mas monocórdia, mesmice.

Muitos migram mascilentos, maltrapilhos, morarão modestamente: malocas metropolitanas; mocambos miseráveis, menos moral, menos mantimentos, mais menosprezo.

Metade morre... mundo maligno, misturando mendigos maltratados... menores metralhados, militares mandões, meretrizes marafonas, mocinhas, mera meninas... mariposas, mortificando-se moralmente, modestas moças maculadas, mercenárias mulheres marcadas... mundo medíocre.

Milionários montam mansões magníficas, melhor mármore, mobília mirabolante, máxima megalomania, mordomo, Mercedes, motorista, mãos magnatas manobrando milhões mas maioria morre minguando.

Moradia meia-água, menos, marquise.

Mundo maluco, máquina mortífera, mundo moderno melhore, melhore mais, melhore muito, melhore mesmo.

Merecemos... maldito mundo moderno, mundinho merda.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Quando você se acostuma com algumas coisas invariavelmente acaba transferindo certas expectativas para outras. Só que as vezes algumas delas são simplesmente impossíveis porque uma coisa é totalmente diferente da outra. Aí comecei a pensar que eu poderia não estar sozinho pensando nessas bobagens e passei a difundir esse pensamento, bom, na verdade, quem me deu o start foi um amigo meu quando sem querer ele acabou me lembrando desta teoria antiga e empoeirada. Bom, a coisa toda gira em torno do computador. É porque me faz uma falta danada o CONTROL+Z (na verdade a sigla correta é CTRL+Z) ou menu, editar, desfazer. Como a gente se acostuma com uma coisa tão simples como essa? Simplesmente não consigo desfazer algumas coisas com a mesma facilidade que as desfaço no computador. Sabe aquele negócio ruim que você perdeu dinheiro? Então, CTRL+Z. Sabe aquele porre homérico que você tomou e só fez cagada? CTRL+Z pra esquecer e nunca mais pensar nisso. A Pri me falou que sente saudades do CTRL+Z quando está pintando. Disse que as vezes tá lá no rodapé do quadro e a mão dá aquela escorregada. Foda não pensar nisso a todo instante né? E o pior é que não dá. Mas quem me conhece sabe que tirando minha vontade pessoal de desfazer sandices, o que eu realmente preciso é de um CTRL+L (localizar). E não preciso de um simples localizar. Preciso de uma busca detalhada, por local ou quem sabe, data aproximada da perda do objeto. CTRL+L “Chave”. Lindo. Nunca mais ia perder nada. CTRL+L “Carteira”. Pensa? Eu ainda teria a original até hoje (que foi emitida em 1987). Talvez precisasse de uma nova pela data e tal, mas isso não vem ao caso porque eu teria a carteira de identidade antiga. Pra que eu quero a minha RG antiga? Pra porra nenhuma. Só não quero é perder. Aliás, isso é quase uma constante. CTRL+L “Óculos de sol”. Ou no caso da turma que fuma CTRL+L “Isqueiro”. Mas aí é certeza que ia estar tudo no C:\Rudrigo. Falando em turma, pensa o que um CTRL+X não faria de sucesso na hora de mudar de casa. Era só recortar todos os pertences de uma casa e colar (CTRL+V) na outra. Quem disse que mudar não é fácil? Só é difícil de verdade, porque no computador quando quero mudar alguma coisa de lugar mesmo que esse lugar esteja nas infinitas pastas Documents And Settings é a maior moleza. Bom seria né? Da mesma forma age o CTRL+C (copiar), CTRL+V. Essa serve pra quando você está no posto num calor fenomenal e lembra que precisa calibrar os pneus. Ótimo! Calibre o primeiro e repita o processo para os próximos apenas pressionando duas teclas. Nada de esquentar a moringa e pingar de suor. Apenas copie a primeira vez que você abaixou e calibrou o primeiro pneu e cole a mesma coisa para o restante. Simples, rápido e eficiente. Também ia gostar também do poder que o CTRL+ALT+DEL me daria. Porque com ele eu posso fechar qualquer coisa indesejada. Senta só… Se o trabalho.exe está carregando sua memória e faz você ficar mais lento, então dê um CTRL+ALT+DEL e mande fechar essa tarefa. Chego até a sentir o gosto de estar sentado puto na cadeira do escritório e depois de fechar o trabalho.exe como num passe de mágica estar em casa desfrutando das minhas comodidades. Tem outras coisas boas de fechar: chefe.exe, dívida.exe, temporal.exe, ressaca.exe entre outros. Hehehe, tava pensando numa outra aqui. Tem uns caras que eu queria estar sempre no “Aparecer offline”. Nunca, mas nunca o fulano ia me achar, nem falar bobagem no meu ouvido. Dava pra ficar horas aqui falando disso. Melhor fechar esse texto.exe ou quem sabe formatar meu hd e começar tudo novo. Tá aí uma boa pedida. Começar tudo de novo pra fazer ainda melhor que no ano passado. Ou seja, CTRL+N.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Auto-ajuda empresarial

Sou muito radical quando se trata de cursos de orientação profissional, consultoria entre outros 20 tipos diferentes de nomes que significam sempre a mesma coisa: ganhar dinheiro de gente desesperada.

Talvez você não tenha percebido, mas a fórmula do sucesso não existe. O que vale pra um, não vale pra outro e te digo mais, como assim alguém desempregado pode ministrar qualquer curso sobre a fórmula infalível do sucesso? Não entendo. Realmente não entendo esse tipo de auto-ajuda empresarial. Sem brincadeira, tirando uns 2 cursos sérios disso, entre eles o Empretec, o resto é exatamente isso: resto. Quem fez 1 fez todos. Não tem novidade. Pra você se dar bem na vida é só você saber o seguinte: trabalhe bastante, seja bom no que faz e não ferre a sua vida com coisas ruins. Simples assim. Não tem mágica. Aliás, a mágica é esta aí e ninguém te explica isso. Você fica lá vendo (e pior, ouvindo) o cara falar dos 5 pilares do sucesso, dos 12 degraus da estabilidade, 10 atitudes positivas no ambiente de trabalho, e tópicos como: ser pró-ativo só traz bons resultados, vista-se bem para ser bem visto e essas coisas que todo mundo já sabe. Porque pelamor, se você não sabe que precisa estudar, trabalhar bastante e cortar o cabelo e fazer a barba direitinho todos os dias para ser um homem sério, então meu amigo f@#$... E se você gosta que seu cabelo seja comprido e de ter barba, é só aparar e cuidar que tá ótimo. Com bigode ou sem bigode você será um grande profissional. Eu ia até citar uns charlatões aqui. Mas acho sacanagem falar mal dessa turma que tá aí pra uma única coisa: ganhar seu precioso dinheirinho falando o que você já sabe fazer mas só precisa de outra pessoa dizendo pra você se conformar. Isso é igual eu falo sobre dieta. Todo mundo sabe que bacon engorda. Mas fica se enganando dizendo que só 1 fatiazinha não afetará a dieta. Granitinho? Humm, só 1. Cara, coma brócolis. Cara, estude. Cara, admita que você não sabe o suficiente e estude mais. Não existe fórmula, existe apenas força de vontade.

Seja sincero consigo mesmo uma vez na vida e talvez você descubra que seu salário não é tão ruim assim, que sua vida não é do jeito que você queria mas é do jeito que você fez por merecer. Corra atrás. Geralmente quem está fazendo curso de coaching entre essas outras baboseiras não tem tempo pra fazer o que realmente importa que é melhorar seu desempenho naquilo que você já faz.

Se você não concorda com nada disso que eu escrevi eu recomendo apenas uma literatura pra você não gastar seu dinheiro. Compre O Segredo. Ao menos ele não quer te enganar por 6X 65,50. É bem mais barato que isso e você pode até ler no banheiro.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Teses Tarantinescas

Geralmente quadrinhos de super-heróis são algo que pouco ou nada interessa a maioria das pessoas, mas tem uma teoria apresentada no Kill Bill que me fez pensar que eu poderia compartilhar mais uma bobagem com quem ainda perde tempo vindo aqui.

Teoria do Super-Homem

Todo mito de super-herói tem o herói e seu alter ego. Batman é Bruce Wayne. O Homem-Aranha é Peter Parker, quando acorda pela manhã, ele é Peter Parker. Ele precisa pôr um uniforme pra virar o Homem-Aranha.

E nesse quesito o Super-Homem se diferencia dos demais. O Super-Homem não virou Super-Homem, ele nasceu o Super-Homem. Quando ele acorda de manhã, ele é o Super-Homem. O alter ego dele é o Clark Kent. Seu uniforme, com o “S” vermelho é o cobertor no qual os Kent enrolaram o bebê quando o acharam, é a roupa dele. O que Kent usa, os óculos, o terno, é um disfarce que o Super-Homem usa para se passar por um de nós. Clark Kent é como o Super-Homem nos vê. E quais são as características de Clark Kent? Ele é fraco é inseguro e covarde. Clark Kent é uma crítica do Super-Homem à toda raça humana.”

Aí quando lembrei dessa passagem do Kill Bill, acabei lembrando do Quentin Tarantino e do curta das Teses Tarantinescas do Selton Mello e do Seu Jorge. De tão fissurado que sou acabei transcrevendo as teorias aí embaixo, mas o curta está aqui -> http://www.youtube.com/watch?v=Fknp2aDXQyU


Teses Tarantinescas

1ª Tese Tarantinesca
Like a virgin da Madona – história de uma mulher rodada que já tinha dado muito que um dia encontra um cara com uma piroca enorme que faz ela sentir a pressão de ser virgem de novo.

2ª Tese Tarantinesca
Top Gun – filme de viado, porque o Tom Cruise passa o filme inteiro suado, sujinho de areia decidindo quem é que vai na traseira de quem.

3ª Tese Tarantinesca
A tese começa no Cães de Aluguel quando o Mr. Blonde vai agradecer o Joe os favores quando ele tava preso. Seymour Scagnetti é o agente de condicional do Mr. Blonde.

Assassinos por Natureza: Roteiro, 2 serial killers: Mickey e Mallory Knox que fugiam da polícia com um policial psicopata na cola deles que só queria prender os cara pra ficar famosão.

O nome do cara: Jack Scagnetti, que o Tarantino colocou no Cães de Aluguel. Só que ele mudou o primeiro nome dele, ou seja, o polícia e o agente da condicional são o mesmo cara. E ele escreve um best-seller e vira celebridade.

A trama do Cães de Aluguel é um bando que assalta uma joalheria e depois que os bandidos se executam no final do filme a gente vê que o Mr. Pink se dá bem e foge com a maleta. O Pulp Fiction começa com John Travolta e o Samuel L. Jackson indo pegar uma maleta na casa de uns garotos. A mercadoria que tá nessa maleta e não aparece no filme são os diamantes do filme Cães de Aluguel, sabe como isso? Porque na hora que o John Travolta abre a maleta um brilho intenso ilumina o rosto que só pode ser os diamantes ou então então uma super lanterna.

No Cães de Aluguel cada assaltante tem um apelido e o nome verdadeiro do Mr. Blonde é Vic Vega que é irmão do Vicent Vega que é o John Travolta no Pulp Fiction. São apenas detalhes que ninguém percebe. Outro detalhe por exemplo é o Mr. White (Cães de Aluguel) que antes de entrar pro bando era parceiro da Alabama (que casou com o Clarence no filme Amor a Queima Roupa que também é roteiro do Tarantino). O cara fez um filme só e dividiu em vários roteiros e ninguém percebeu.

A colombiana que dirige o táxi onde tá o Butch no Pulp Fiction é a mesma mulher doida que era viciada em assassinato em Eles Matam nós Limpamos (produzido pelo Tarantino). É ela que vai e mata o assassino do sangue azul, só que ficou grilada de ser deportada e foi dirigir táxi em Pulp Fiction com outro nome.

Em Eles Matam nós Limpamos tem um programa policial em que aparece a foto do Seth e Richard Gecko que sumiram no Texas e aí esses caras são os mesmos bandidos malucos (nomes e tudo) que quebraram tudo lá no filme Drinque no Inferno.

Tá tudo interligado.

No Amor a Queima a Roupa o Clarence é o próprio Tarantino, um cara nerd, viciado em quadrinho, filme B de kung-fu cujo alter-ego é o Elvis. Aliás esse filme começa com uma sequência foda de pancadaria estrelada pelo Sonny Chiba....

E daí o que o Tarantino faz?

Chama o Sonny Chiba pra ser o Hattori Hanzo (que é o cara que faz a espada pra noiva) no Kill Bill, aí pra quem não lembra foi com uma espada Hanzo que o Butch salva a vida, e o que tinha sobrado do cú, do Marsellus Wallace no Pulp Fiction.

Cara, a Mia Wallace do Pulp Fiction e a Noiva do Kill Bill são a mesma pessoa, é que ela troca de nome conforme o bandido que ela tá namorando. Por exemplo, antes dela ser a noiva do Bill ela era a noiva do negão no Pulp Fiction só que ele vaza depois de ver a fita da câmera de segurança da loja do Zed, onde o noivo dela tá sendo errabado.

No Pulp Fiction a Mia Wallace faz um programa-piloto pra TV onde ela é uma espiã especialista em facas e no Kill Bill ela é o que? Especialista em facas. Outro lance sensacional é que nos dois filmes ela se expressa muito através dos pés.

O xerife texano que investiga a chacina na igreja no Kill Bill é o mesmo xerife que é morto pelo irmãos Gecko no Drinque no Inferno. Os personagens vão amadurecendo ao longo dos filmes e outro que muda completamente é o Jules (Samuel L. Jackson em Pulp Fiction) que depois do milagre no Pulp Fiction ele larga o submundo do crime vai tocar de órgão em festa de casamento no Kill Bill.

Foda.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Os dias estão passando muito rápido. Engraçado, porque existe sempre o mesmo número de horas, e às vezes parece que ficam tão curtas para fazer tudo o que tinha planejado ao acordar. Tenho 24h.

Ainda bem que a tecnologia tem um papel fundamental em fazer a comida rapidamente, o advento do suco instantâneo (não tem o mesmo sabor, mas quebra um galho), carro (embora eu não tenha o dito ainda) e principalmente computador e internet, que permite ler hoje, notícias que no passado só seriam lidas amanhã.
Então tá. Se temos todas essas facilidades, porque sempre falta tempo? Falta pra ver todas as pessoas que queremos, pra passar o tempo de qualidade que desejamos, pra ir à academia sempre falta tempo. Dentista? Não tenho tempo, outra hora eu vou.

A velocidade me condicionou a viver várias coisas ao mesmo tempo. Enquanto trabalho, eu estudo e as vezes quando eu estudo, eu também trabalho. E me divirto, dependendo da situação. Misturando tudo enquanto escuto música e leio as notícias do dia. Tudo isso pra que? Talvez para ver o pôr-do-sol ou respirar o ar da manhã. Enfim, os motivos de cada um não importam. Por mim, você pode até ir pentear macaco que não estou nem aí. O que vale mesmo é aproveitar melhor o tempo que temos. Porque ele é pouco. Muito pouco. Tenho 32 e sou uma criança. Ainda estou nascendo e amadurecendo. Cada dia que passa descubro coisas novas que influenciam minha maneira de pensar e agir. Sinto coisas diferentes todos os dias. É igual comer o bolo de chocolate da vó. Me lambuzo e quero outro pedaço. Quero sentir de novo o gosto pra ver se é chocolate mesmo que eu prefiro. Mesmo que eu saiba que baunilha também seja muito bom. E tento aprender com isso em 24h. Enfim.

Não dá pra dizer o que vai ser do meu futuro. Nem do seu. Posso nunca chegar a ser adulto. Posso nunca aprender o suficiente pra dizer: "Sim, agora eu estou no lucro. Daqui pra frente eu to vivendo de graça".

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Papo de Deus com São Pedro, quando criaram o Rio de Janeiro.

- É, o visual ficou bonito!
- Mas, Deus, quem vai viver aí?
- Vamos botar gente trabalhadora, Pedro.
- Boa! Gente que rale!
- Tudo bem, mas cria o happy hour.
- Que tal pôr surfista? Corais…
- Surfistas, aprovado! Mas tira os corais pra não machucar os meninos.
- E a segunda-feira, Deus, mantém?
- Mantém! Mas capricha no domingo. Com futebol, praia e samba!
- Agora o clima.
- Vamos encher isso aí de gelo!
- Tá louco, Pedro? Eu quero sol o ano inteiro, com uma hora a mais no
verão! E coloca aí uma observação: pôr-do-sol cinematográfico!
- É, Deus, ficou bom, hein! Merece até uma estátua sua!
- Minha não… Eu não gosto de aparecer. Bota uma do meu garoto.

(coluna do Ancelmo Goes – O Globo online)

Quem somos nós?

Quem somos nós? Bom, na verdade nós não somos ninguém. Ou ao menos não somos ninguém com uma certa dose de importância para algumas pessoas que também não são ninguém para a maioria dos outros habitantes do mundo. É até engraçado como a gente realmente não faz a menor diferença na vida da maioria das pessoas, mas tem aquelas poucas na qual a gente faz e é para elas que escrevemos. Para elas que a gente fala o que a gente pensa (sim, a gente pensa!), ou seja, a gente não é ninguém, mas é ninguém pensante. Para você que não conhece a gente entender um pouco mais, a gente é amigo, a gente é irmão, a gente é mano, a gente é parceiro, a gente é pobre (por enquanto) mas a gente é limpinho, a gente é trabalhador, a gente é bom e principalmente a gente é honesto e a gente gosta de gente como a gente que quer ser mais que gente virtual, porque a gente gosta de gente real que vai com a gente no bar.

*Escrevi esse texto de abertura pra um blog chamado "inimigos do fígado". Era eu, o Mau e o Silvio.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Trechos Pensativos V

"Acho que as pessoas não sabem amar. Eles mordem, em vez beijar. Batem em vez de acertar. Talvez seja porque elas reconhecem como é fácil para o amor se dar mal e
tornar-se subitamente impossível ... impraticável, um exercício de futilidade. Assim, elas o evitam e buscam consolo na angústia, no medo e na agressão, que estão sempre lá e prontamente disponíveis. Ou talvez às vezes... elas apenas não têm todos os fatos."

Trechos Pensativos IV

"Raiva e ressentimento podem pará-lo. Isso é o que eu sei agora. Eles não precisam de nada para queimar o ar e a vida....e assim engole e sufoca. É real, a fúria, mesmo quando ela não é. Ele pode mudar você ... transformá-lo ... moldá-lo na forma de algo que você não é. A única vantagem de raiva, então ... é a pessoa que você se tornou. Você espera que um esse alguém acorde e perceba que não precisa ter medo de continuar a viagem, que esse alguém saiba que a verdade é, na melhor das hipóteses, uma história parcialmente contada. Que raiva, como razão de nosso crescimento, vem aos trancos e barrancos e se encaixa, e no seu rastro, deixa uma nova chance de aceitação, e a promessa de calma. Mas, o que eu sei sobre isso?"

terça-feira, 20 de julho de 2010

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Hoje é fácil...

Porque só agora que ser nerd é bacana? Eu sou nerd faz uns 20 anos e lembro que isso quase arruinou minha vida social. Eu ficava em casa, jogando rpg ou videogame em pleno sábado a noite. Fiz isso incontáveis vezes e nunca me arrependi. Adorava aquilo, lia tudo o que aparecia e comprava os livros que o orçamento na época permitia. Eu ficava tão grudado no computador que a turma achava que eu era hacker. Aliás, que coisa ridícula isso, eu era e sou micreiro até hoje. Sou fuçador. Hacker é outra coisa. E se você não sabe o que é isso, cara, você tá com um problema sério.

Os nerds de hoje tem voz. Todo mundo tuíta, tem blog. Eu tenho blog desde 2005 só (só?!). Meu único arrependimento foi não ter continuado com o mesmo endereço sempre. Mas tudo bem. Os nerds de hoje tem seus vampiros. Na década de 90 a cultura vampírica foi sintetizada principalmente por dois filmes: Entrevista com o Vampiro (sensacional!) e Drácula (do Bram Stoker, sensacional também). Eram filmes sutis, amargurados, com pessoas (ok, mortos-vivos) amarguradas, que sofriam dilemas. Hoje tem essa lenga lenga romântica e vampiros bonzinhos que brilham no sol. Isto é influência da nova-guarda-nerd-romântica-emo que quer sofrer, que quer morrer dramaticamente, que quer chorar e que acha que tudo isso é novo. Ora, amigo, meia hora de Nirvana era o suficiente pra todo mundo sofrer. Everybody Hurts do REM é com certeza a canção mais tocada antes de um suicídio. Esta estatística não existe mas que ela é real é, assim com as bruxas.

Lembro de passar noites no computador, atrás de informações obscuras, aprendendo, me relacionando com a novidade da internet. Talvez você não lembre dessa fase. De quando ela engatinhava em alguns lugares e já voava em outros, mas eu lembro. Tive a sorte de ser um dos primeiros a ter internet via rádio. As pessoas me pediam pra eu dar um print na tela pra mostrar meus downloads de 70 ou 90 kbps, banal hoje em dia.

O nerd de hoje não tá habilitado pra ser um nerd real. Só porque usa óculos e escuta Maria Gadú e Malu Magalhães acha é que alternativo. Oras meu chapa, você tá enganado, essa merda alternativa é toda enlatada, toda derivada de um estudo de marketing sensacional para tornar você um consumidor mais ativo. Até o seu cabelo você copia dos outros. Alisa com chapinha pra ficar igual o Justin Bieber ou deixa uma moitona pra pensar que é black power e você nem sabe o que é esse movimento. O nerd tem camiseta do Che Guevara e nem sabe quem ele é (ah, foi um cara revolucionário que libertou a América do Sul é a resposta mais comum. Não parceiro, ele foi um assassino. Pra trocar em miúdos com alguma coisa atual, o Bruno e o Macarrão são dois amadores perto da sordidez do Che). Ou usa camiseta do Ramones sem nunca ter ouvido ou conhecido a banda. Ser comum hoje é que é estranho. Ser normal e careta é que ser doido. Respeitar as leis e não fumar maconha é que é viajar. Então eu devo ser o cara mais louco do planeta. O mais nerd de todos. O joker do baralho.

Lembro quando ler quadrinho era coisa de criança. E hoje é filme de quadrinho toda hora. Ser nerd hoje é fácil. Todo mundo aceita suas esquisitices porque hoje o mundo todo é customizado, é preparado pra receber você como único e verdadeiro. Antes, se eu usava uma camiseta com a logo do super-homem, do chapolin, eu era um idiota, um crianção, alguém que parou no tempo. E hoje é engraçado, é até respeitado. Hoje é fácil ser nerd.

Reboot

To completamente sem inspiração. Acho que to lendo muita coisa ruim. Era bom voltar ao básico. Livros, com páginas, letrinhas pretas, capas feias e informação de conteúdo. Nem lembro que horas eu deixei de ler. Aliás eu nunca deixei de ler, tanto que estou escrevendo aqui, mas leio somente coisas online, texto enormes dos mais variados assuntos, leio contos, leio power points, leio notícias, e parece que isso tudo fez meu vocabulário cair igual um velho bêbado com problema no joelho. Só de estar escrevendo sobre a falta de inspiração é um problema. Não, é maior do que apenas um problema. É um clichê. Uma artimanha, um recurso vazio de quem precisa digitar pra acontecer alguma outra coisa. Preciso me reciclar. Completamente e novamente.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

And I'll smile and I'll learn to pretend
And I'll never be open again
And I'll have no more dreams to defend
And I'll never be open again

segunda-feira, 21 de junho de 2010

"No one's gonna take me alive, the time has come to make things right.
You and I must fight for our rights, you and I must fight to survive."

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Tirando alguns poucos, receber parabéns virtual é a coisa mais broxante do mundo. Me sinto simplesmente ridículo de ver pessoas me desejando felicidades, sucesso, dinheiro, entre outros clichês das formas mais íntimas, só porque o software lembrou. Amigo, parceiro, querido, chegado, brother, foram os adjetivos mais comuns dirigidos à minha pessoa neste dia. Não sinto saudades da maioria, são pessoas que passaram, queridas de certa forma, mas que não são mais parte do meu círculo comum de amizades. A elas, desejo o bem, mas nem vou ser clichê também de agradecer pelo vários recadinhos endereçados. Quero realmente agradecer a alguns sim, sem nomes, por algumas das palavras mais lindas que poderia ler e/ou ouvir. Foram ligações, textos, palavras... Tirando minha mulher que merece uma estátua, tiveram outras duas pessoas em particular que tiraram 5 minutos da vida corrida, atribulada e maluca em que vivem para me dizer coisas que eu realmente ouvi. Sabe quando você simplesmente escuta alguém? Quando as palavras que chegam até você foram pensadas para você? Sem os já ditos clichês. Coisas sinceras. Desejos sinceros. Palavras honestas de gente que é honesta. Aliás, tenho esse orgulho pessoal de tentar ficar sempre perto de gente honesta. Enfim, ainda não esqueci aquelas palavras. Vou guardar devidamente tudo no porão da minha memória. Armazenar nas minhas finitas caixas de coisas que valem a pena lembrar. Me sinto privilegiado. Desculpe Cazuza, mas acho que você estava enganado... às vezes o tempo pára.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Trânsito

Recebi isso por e-mail e acredito que o cara que escreveu isso tava puto pra caramba. Como eu também tenho uma paciência i-men-sa no trânsito resolvi postar.

Dicas rápidas para você aprender a não FODER com os outros motoristas que sabem dirigir, no trânsito caótico brasileiro.

1. No semáforo, deixe a porra da primeira marcha engatada e quando o sinal abrir arranque. Não espere que o motorista de trás tenha que te lembrar.

2. Quando um outro motorista ligar a seta avisando que precisa entrar na pista que você está, deixe de ser cretino e deixe o cara passar. Certamente vai acontecer com você um dia e tu vai ficar puto(a) e histérico(a) se o outro não deixar você entrar.

3. Se você não sabe fazer baliza, tenha humildade e procure uma vaga mais fácil ao invés de ficar fodendo a vida de quem está com pressa. Ah! Se você não gosta do seu carro, problema é seu. Isso não quer dizer que os outros motoristas acham legal que fiquem dando totó nos seus carros para estacionar.

4. Largue de ser cavalo e aprenda que se a merda da placa do radar diz 60Km/h, é 60 de verdade e não 20 Km/h disfarçado.

5. A vida anda muito corrida, por isso, se você gosta de passear pelas vias a 30Km/h, faça isso as 5h da manhã.

6. E por falar em passear, tem os vagabundos donos de rua que não saem da pista da esquerda e teimam andar a 20km/h numa pista de 80km/h. Se você ver alguém no seu retrovisor querendo passar, pode ser um mala ou uma emergência. Como você não é a Mãe Diná, não vai te cair as pernas se deixar o apressadinho passar.

7. Que tal dar sinal de que vai entrar em alguma rua se você percebe que tem algum motorista esperando sua importante escolha?

8. Se o seu namorado vai te deixar na frente do shopping, deixem as preliminares para um local apropriado. Certamente não vai ser a última vez que você vai vê-lo, portanto, dê tchau e suma do carro!!!!

9. Essa é pra você, frustrado sexualmente que adora botar o rabo numa moto: Por que você não bota a orelha na merda do escapamento aberto e acelera? Todo mundo sabe que o barulho da sua moto é inversamente proporcional ao seu trato com as mulheres.

10. Nossa, um acidente !!! Será que machucou alguém conhecido?? Qual é, nunca viu uma lanterna quebrada? Então anda logo que você não precisa ficar olhando com cara de otário pra ver a desgraça dos outros ou qualquer coisinha que acontece no trânsito e andando como se estivesse num cortejo fúnebre.

11. Outra coisa que irrita são aqueles miseráveis que geralmente desfilam com uma vagaba do lado e param o carro na vaga de idoso ou de deficiente. Isso porque tem duas pernas e um $%%@%@$ funcionando, porque merecia uma surra pra realmente precisar estacionar ali. Então, mesmo na pressa, deixa de ser mané e vai procurar tua vaga!

12. Especial para nossos amigos da Polícia Militar e do DETRAN: Se é horário de movimento intenso, que tal escolher um local apropriado, parar a merda do carro e não fazer todo mundo andar a 40 Km/h pra ver a viatura nova com a porra das luzes ligadas se não tem nada acontecendo? Que tal cuidar de quem anda pelo acostamento ou tá com aquele Kombão fumacento fazendo lotação e atrapalhando todo mundo, ao invés de ficar revirando o carro dos outros pra achar uma lâmpada queimada e dizer: Ahaaaaa !!!! Como é que a gente vai fazer agora?

terça-feira, 1 de junho de 2010

Obrigado

Obrigado Pri,
Obrigado experiências,
obrigado paciência,
obrigado mãe,
obrigado pai,
obrigado cabeça,
obrigado cerveja,
obrigado providência,
obrigado consequência,
obrigado esquisito,
obrigado trabalho,
obrigado sóbrio,
obrigado loucura,
obrigado amor,
obrigado vingança,
obrigado esperança
obrigado.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

E se...

E se a Microsoft fosse uma fabricante de carros em vez de computadores?
Na certa quando você mais precisasse chegar rápido em algum lugar seu carro travaria no centro e acenderia uma luz no painel escrito "general failure" e saída seria infelizmente dar um boot no carro pra ele funcionar de novo. Ou então se você estacionasse em local proibido ou fizesse um retorno inadequado...tela azul e aquele burilho pã! Você executou uma operação ilegal. O GPS seria aquele maldito clips do word te perguntando de 5 em segundos se você quer ajuda. Ah. você trocou os pneus? Sinto muito, mas eles não são compatíveis com o sistema do carro, compre outros com as especificações para este modelo. Aliás, após trocar os pneus, já compatíveis, os faróis param de funcionar porque dá conflito entre essas duas partes tão intimamente relacionadas.

sábado, 22 de maio de 2010

Não importa quantos prêmios ganhe ou quantos textos eu escreva, ou quão alto chegue. Ainda assim não será suficiente. Eu ainda me sentirei mal. Um perdedor. Já me disseram isso umas mil vez, aqueles caras do colégio, riquinhos, hipócritas. Nascidos em berço de ouro. Aquelas mesmas pessoas que dizemos pra nós mesmos que não prestam mas que no fundo nós queremos respeito. E não é por causa daquelas palavras ditas que realmente nos esforçamos tanto? Não é por elas que a gente briga e mata um leão por dia? Mas se a gente for honesto por um segundo, e refletirmos sozinhos, e permitirmos a nós mesmos por um instante entrar naquele lugar sombrio que chamamos de alma, não será exatamente porque disseram a nós que não podíamos ter o que queremos que estamos aqui, agora, lutando mais uma vez? E aqui, onde tem sol, onde somos alguém não parece que estamos no topo, num pódium, no centro de tudo? E porque diabos tudo parece estar escorrendo pelos meus dedos, indo pra baixo da terra, praquele lugar onde aqueles esnobes sempre disseram que acabaríamos. Com a cara no chão, humilhados, não importando o quanto nós tentamos. Tudo indo embora, assim, desesperadamente... Pro inferno então! Não deixaremos isso acontecer, mostraremos àqueles vagabundos e faremos eles engolirem nosso sucesso.

*adaptado de um texto do filme Frost/Nixon

Pickup your crazy heart and give it one more try



Lyrics | Ryan Bingham - The Weary Kind lyrics

terça-feira, 18 de maio de 2010

O paraíso é aqui

O texto é longo, mas vale a pena.

Sabe aquela viagem que cai no seu colo e você passa uma semana à procura de tudo que você já ouviu falar sobre o lugar para tentar “se entender” com o destino? Foi o que aconteceu.

Estávamos de partida para Iberostar Praia do Forte. Mentes preparadas para uma semana de mordomias à beira mar, regadas a um all inclusive de frutos o mar e guloseimas baianas. Descobrimos, cinco dias antes da viagem, que a reserva feita estava com preço errado e que a brincadeira custaria “apenas”três vezes mais. Depois da decepção inicial, das expectativas frustradas e do mapa aberto: para onde vamos?

Os lugares mais caros saindo de Campo Grande são Manaus e Belém. Como íamos utilizar milhagem para os voos, a escolha foi baseada naquela análise econômica que todos nascemos sabendo: custo-benefíco. Por conseqüência, destino escolhido: Manaus.

A jornada começou acertada. A Gol tem um vôo que sai de CG às 10h40 da manhã e chega em Manaus às 15h, sem conexões, apenas escalas em Cuiabá e Porto Velho. Horário ótimo se comparado aos já conhecidos 3h40 da manhã que os sul-mato-grossenses arcam em suas viagens a SP.

Voo perfeito, se não fossem aquelas infames bolachas recheadas de cheddar. O que é aquilo? Pasta de isopor tem mais sabor... Mas, enfim, voo perfeito (saudades das boas épocas da aviação).

Chegamos à cidade. Uma surpresa nas boas-vindas: locamos um carro ganhando upgrade para um modelo melhor e completíssimo. Fomos direto ao Hotel Tropical, pela Avenida do Turista, arborizada, limpa, linda e margeando a floresta. Ao chegar, demos de cara com uma estrutura de cinema. Apesar de antiga (erguida nos áureos anos de 1970 da Varig) a área construída é enorme e trazia a lembrança as grandes festas e reuniões freqüentadas por celebridades e “nobres” para estas bandas: zoológicos, diversas piscinas, inclusive uma com onda, orquidário, salas de eventos que dariam para jogar bola, shopping, porto, praia particular no Rio Negro. Imenso! Se alguém preferir ficar no centro por motivos profissionais, o passeio pelo hotel deve ser incluído.

Imagino o que Eike Batista não faria num hotel como aquele. Merece um investidor que garanta uma boa reforma e uma adequação ao novo século. A localização, apesar de longe do centro (16 km), é a de Ponta Negra, bairro/praia de encontro dos moradores aos finais de semana e de realização de eventos. Cercado por restaurantes de comidas regionais, ali você vai poder saborear um ótimo tacacá ou bombons de cupuaçu de diversas senhoras que fazem isso há décadas. Aliás, se Manaus precisar de outro nome, Cupuaçu seria uma opção. A fruta está por todos os lugares e maravilhosa como sempre.

Curtimos a noite de sábado na região do teatro Amazonas. Construído no final do século 19, na época gloriosa da borracha, o teatro abriga o festival de Ópera. Mesmo começando dois dias depois de nossa despedida, pudemos presenciar grandes ensaios e apresentações. Dizem que este período que antecede o festival é ainda melhor, pois vemos os artistas dando tudo para se preparar para os espetáculos sem a rigidez do programa, ou seja, presenciamos a brincadeira entre sopranos, risadas entre atores, empurrões carinhosos entre as cenas de Yerma do grande Villa-Lobos. O maestro possui um busto em homenagem à sua incomparável contribuição à musica brasileira. A visita é guiada, custa R$10,00 por pessoa e vale cada centavo. Salas de festas, camarotes, móveis de época, instrumentos do início do século, peças de porcelana... O teatro possui duas salas pós-concerto, que eram destinadas a homens e mulheres, separadamente. A dos homens possui uma escada “secreta” que os tirava do local, facilitando a visita dos abonados e convidados, sem que ninguém mais soubesse, aos bordéis da região. Bons tempos!

O dia seguinte foi destinado ao passeio mor da região: o encontro das águas. O local se estende por seis quilômetros, onde o Rio Negro encontra o Solimões e forma o Amazonas. O Solimões chega ao local a 6 km por hora, com uma terra lamacenta, cheio de vida. O Rio Negro é represado pela velocidade e pela diferente densidade do Solimões. Com PH mais ácido, o Negro também é chamado de Rio da Fome ou Chá da Selva, isso porque as folhas que se decompõem em seu leito, turvam a água, e como é um rio muito lento, de 2 km por hora, a produção de ácido tânico é grande, dificultando a reprodução de insetos e a cadeia alimentar por onde passa. O lado bom é que MANAUS QUASE NÃO TEM PERNILONGOS E MOSQUITOS. Uma ótima notícia para quem conhece o Pantanal e já foi picado até debaixo d´água pelos monstros da maior planície alagada do planeta.

Conseguimos ver perfeitamente a diferença entre os rios e a prioridade que Solimões exerce sobre o Negro em seu encontro. Por onde os barcos passam, redemoinhos são criados e lindos desenhos se formam. Mais uma pintura da natureza.

De lá, depois de duas horas de barco, fomos almoçar no Amazon Palace, uma hotel de selva, cheio de requinte situado no Buraco do Tatu, um local com uma pequena entrada na margem do Negro. Inteiramente flutuante, a estrutura sobe e desce junto com o nível da água. Impecável. Funcionários atenciosos, piscina límpida, academia, espaço para eventos, locais de lazer, decoração moderna, móveis contemporâneos, comida regional MARAVILHOSA e o melhor de tudo, um deck alto para observação da floresta que fica no nível da copa das árvores. Uma vista única. O passeio valeu também para conhecer pessoas, que com histórias diferentes, estavam ali de boca aberta com tudo que a floresta é capaz de oferecer.

O delicioso Matrinxã foi o prato do jantar, que surpreendeu. Regado à azeite e pimentões, estava divino. Em mim, que sempre tenho azia por causa de pimentões, ela nem passou perto. A cozinha regional é baseada em peixes e frutos do mar e se você não tem problemas com a tropomiosina (proteína do camarão e congêneres, alérgica a alguns pobres seres humanos), se esbalde, mergulhe nas caçarolas, peixadas, pirões, tacacá (iguaria de tucupi, camarões e jambu) ... O melhor tacacá da cidade, segundo a Veja Manaus, fica em frente ao teatro Amazonas. Não perca, é bom mesmo.

O dia seguinte começou com uma jornada de 110 km ao município da região metropolitana (!) de Manaus, chamado presidente Figueiredo. Fundada pelo último presidente militar brasileiro a cidade possui 92 cachoeiras catalogadas e diversas grutas e cavernas. Fomos direto ao CTA – Centro do Atendimento ao Turista e contratamos um guia pela bagatela de R$ 50,00. O melhor investimento dos últimos tempos.

Fomos direto a caverna de Maroaga, que tinha como aviso, a advertência de existir “mofo maligno” que, ainda não estudado, estava relacionado a algumas mortes e doenças esquisitas. Foi fácil escolher o destino com um chamariz desses! Depois de duas horas caminhando na mata, com um guia que valeu um curso de sobrevivência na selva e, ainda, a alguns minutos das tais grutas, sentimos um cheiro forte de urina... e o guia/poeta/instrutor: “Esse é cheiro de xixi de onça! Passou aqui agora a pouco para demarcara território”. Maravilha. Essa é uma boa notícia! Vamos acelerar o passo?

Bom, depois da dose de adrenalina extra que precisávamos para chegar às grutas, o visual foi impressionante. Uma queda d´água, límpida, linda e cheia de vida de 25 metros de altura com uma gruta formada (segundo ele e geólogos) pelo impacto das ondas do mar que ali existiu um dia. Um lugar lindo, com diversas formações, um túnel de mais de 200 metros, que ninguém conhece o fundo. Os morcegos executavam a sinfonia, enquanto nós, descalços, pois a gruta é alagada, andávamos num fio de água, no total escuro. Acrescento mais um detalhe que havia esquecido: suando em bicas, pois o calor era extenuante.

Resolvemos conhecer a outra gruta da região, a da Judéia. Após andar mais uns 20 minutos, ainda descalços, pelas águas e depois pela mata, chegamos à entrada ainda maior, que também o mar antigo delineou aos paredões. Lindo!

Na volta ao carro, passamos por aranhas gigantes, madeiras cicatrizantes, folhas comestíveis e árvores caídas pela força do vento. É o ciclo da natureza acontecendo ao alcance de nossas mãos.

Como Presidente Figueiredo é mais conhecida pelas suas cachoeiras que por suas cavernas, mudamos de assunto e fomos às quedas d´água. A primeira a ser visitada foi a mais espetacular: Santuário. Uma quantidade imensa de água é jogada de 15 metros de altura formando uma névoa densa, que pode ser comparada com a londrina. A força da água é tão intensa que muita espuma é formada, parecendo um banho químico como o do Tietê há tempos atrás. Mas, nada disso, a espuma, em poucos metros, se esvai, dando forma a um rio calmo, porém caudaloso, que leva suas curvas a outras cachoeiras à frente em seu leito.

De lá, conhecemos ainda a Iracema, que tem cara de balneário e a Sulframa, ladeada por uma formação geológica que deixa a mostra as diferentes eras margeando o leito do rio. Com melhor estrutura, o município possui ainda um grande parque aberto à população de nome indígena: Urubuí. Bóia Cross, tirolesa, diversos restaurantes (um deles rolando no telão Pink Floyd!), lojinhas, bares, quiosques de praia. Uma estrutura que não era esperada, em virtude da distância percorrida e da total ignorância de nossa parte.

Depois de um dia intenso e de uma estrada que dá medo a qualquer motorista de caminhão experiente, o dia terminou regado a Tucupi e frutos do mar. Calmo, sereno, vendo a lua, jantar amazônico.

Manhã corrida. Íamos andar 180 km até Novo Airão para encontrar com os moradores mais famosos da Amazônia: os botos cor-de-rosa. Corremos para o Porto de São Raimundo, pegamos a balsa e depois de 40 minutos atracamos no município de Iranduba. Passamos pela cidade com uma cena de documentário da NatGeo: uma menina de 6 ou 7 anos, remando em meio ao Rio Negro, de sua casa sobre palafitas até o cais da cidade. Uma cena impensável para caboclos ao sul do local. Bom, estrada AM-070 e chão...

Ao cruzarmos o rio Ariaú, um estrondo de aventura tomou nossos corpos e uma idéia maluca veio à cabeça: e se contratássemos um pescador, ele nos levasse pelo rio até o Hotel Ariaú – o mais conhecido hotel de selva do mundo, que costuma receber sangues-azuis e rockstars, como Mick Jagger e o príncipe Charles e depois de lá, para o centro de Bototerapia no encontro do Negro com o Ariaú.

Idéia boa. Como concretizá-la? Saímos perguntando de casa em casa se havia algum pescador ou barqueiro disponível para nos levar a um passeio pela região. Depois de umas 5 ou 6 casas, chegamos à residência de um pescador disponível: em casa porque estava doente. Ele disse: “Não se preocupe, meu filho te leva”. “Quantos anos tem seu filho?" “12”. “D-O-Z-E?”. “Isso, 12, bem vividos”. “Estais brincado?” “Não, tô falando sério”. “Vamos fazer o seguinte: OK, seu filho vai de piloteiro. Mas, sua mulher (que tinha sido guia, mas, que estava longe da profissão, por causa de um filho temporão) vai junto. OK”? “OK.” Acabou que a mãe administrou a aventura (e o barco) com primazia.

Pegamos a LevFort de 6 pessoas (não muito grandes), motor 15hp, 2 litros de gasolina. Precisávamos encontrar gasolina no caminho, pois ficaríamos sem para voltar. Ou seja, viagem de ida para o desconhecido. Caminho maravilhoso, cercado por árvores de todos os tamanhos. De vez em quando jacarés nas margens, as silhuetas de botos brincando pelo caminho. Chegamos ao Hotel e foi um choque, o maior hotel de selva do mundo está definhando. Não há mais nada de glamour, e apesar das fotos enganarem bem, o lugar estava decadente e vivia da exploração dos turistas gringos. Água a 7 reais, ímã de geladeira a 10, chocolate de 30 g, 5 reais. Passarelas em decomposição, quartos com cheiro de mofo, decoração duvidosa, atendimento ruim. Valeu o passeio e a oportunidade pessoal de desaconselhar qualquer um

Depois da decepção do hotel, mais 3 quilômetros de barco até os botos. INACREDITÁVEL, FANTÁSTICO, INCRÍVEL, FENOMENAL, PERIPATÉTICO. Não é possível descrever com palavras o que é nadar com aqueles seres. Vale a viagem, o passeio e os 300 reais que cobram para se conhecer os bichos. Se você for aventureiro, pode pagar apenas R$ 60,00 como eu e fazer o mesmo. Mas, só aconselho para os fortes de coração.

Voltando aos botos, a pele é macia, linda. Eles parecem que entendem o instrutor e agem como pessoas. Como demos a sorte de estarmos sozinhos com eles, tivemos a oportunidade, por quase uma hora de interagir com uma dúzia deles. Machos, fêmeas, idosos e mocinhos cheios de energia. Eles nascem e vão se tornando rosa com o tempo, ou seja, quanto mais velhos, mais bonitos. Seria bom que a humanidade tivesse essa sorte. Ficaram dançando entre a gente, passando por baixo de nós e por vezes, servindo de apoio para nossos pés, enquanto suas cabeças ficavam a nosso lado olhando para os peixes, nas mãos do instrutor, que tanto os animavam. Como o sol amazônico não é feito para peles desavisadas, mesmo com protetor o pessoal que estava na observação cozia fortemente à espera de minhas estripulias com os bichos. “Ok, ok, vamos embora. Tem que ir alguma hora”. Os botos não queriam deixar que saíssemos, ficaram com o bico, como se estivessem colocando uma barreira, na frente da escada para que não subíssemos... É de chorar, só de lembrar.

Voltamos para Manaus, economizando 300 km de estradas apenas para destemidos e 3 a 4 horas do dia. Voltamos com a mochila cheia de experiências, aventuras e celulares de uma ex-guia que conhece a área como poucos. A aventura valeu muito a pena. MUITO.

A noite foi acompanhada por um jantar de rei. Um restaurante chamado Apuí, nome da árvore que decora o local, assim como a Figueira que coroa o impagável Figueira Rubait, da Haddock Lobo. Resolvemos pelo peixe mor da região: Tucunaré na caçarola. Achando pouco, ainda foi pedido, “para acompanhar” uma porção de farofa de banana da terra e farinha Owari, uma espécie de farinha extra, plus, power de mandioca. O prato já era acompanhado por legumes e arroz com jambu. Não precisa nem dizer que quando chegou, o prato não servia apenas 2 pessoas como o cardápio dizia, e sim 2 dúzias de pessoas. Para quem só tinha visto Tucunaré em fotos até aquele dia, foi uma apresentação á altura - um banquete. Não sobrou espaço para sobremesa, café ou mesmo uma azeitoninha. Orgia gastronômica.

O último dia foi dedicado a capital. Passeios pelos bairros distantes, centro caótico, e shoppings. Aliás, o Manuara vale a visita, com seus ótimos restaurantes, um empório que vende um pouco de tudo da produção local e uma sorveteria (Abaixo de Zero) que encanta com seu zilhão de sabores regionais.

A Zona Franca foi uma decepção em compras. Resumindo: Compras Zero. Depois da abertura de mercado do Ilustre Fernando Collor de Mello, a região perdeu importância, e é normal as coisas custarem menos nas Casas Bahia. Em compensação, foi nota 10 em organização, força de trabalho e esperança de um Brasil realmente de primeiro mundo. Um lugar em que tudo funciona, se vê o crescimento e enxerga oportunidades.

Li os jornais todos os dias e ali, não faltam empregos, e sim, gente qualificada. De hotéis, a indústrias, de empresas de logística a exportadoras, de empresas de componentes a fábricas de motos. Tem de tudo e precisando de todos. Se você é jovem e quer abrir uma nova porta de opções. Pense em Manaus. Além de ser a porta para o paraíso é uma porta cheia de oportunidades e possibilidades.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Mala da Semana



É, já faz tempo que a chuva tá rondando o mala da semana. Mas desta vez não teve jeito. Levou o prêmio com honras, juros e correção monetária. Porque chover forte enquanto você está na estrada atrás de um comboio de caminhões pesados e lentos não é necessariamente uma coisa legal.

Culpa do São Pedro, que ultimamente perdeu o critério na seleção das regiões e na distribuição das chuvas. Se o Sr. está querendo dizer alguma coisa, quero lhe informar que já entendi tudo. Ah, se posso dar uma dica, que lhe dizer que parece, digo, parece, que o pessoal do nordeste lá tá precisando também, dá uma olhada, digo, molhada lá.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Eu

Eu vi quando você mentiu pra sua mãe.
E mesmo depois dela saber a verdade você mentiu de novo.
Eu vi porque não quis que ninguém soubesse.
E vi quando enterrou tudo no chão.
Eu vi quando você chegou falando alto.
E vi que ela nem se importou.
Eu vi que você insistiu sendo engraçado.
Até que ela não resistiu e te beijou.
Eu vi que você passou na prova.
Mas vi que fez isso colando.
Eu vi quando o professor te pegou no ato.
Olhando sua cara de charlatão.
Eu vi você virando a esquina.
Andando direto na contramão.
Eu vi que percebeu que estava errado.
E pediu carona pro seu irmão.
Eu vi que se formou com honras.
E que é um homem de bem.
Eu sei que você erra feio.
Porque seu maior erro é não querer tentar
Eu sei que sua consciência ainda pesa.
Tentando resolver tudo o que dá.
E porque eu sei de tudo isso?
Porque sua consciência sou eu.


sexta-feira, 23 de abril de 2010

Você não sabe como veio parar aqui.

Você não sabe porque ainda não empurrou o relógio da cabeceira da cama,
E vê-lo espatifado como seu coração esteve no último inverno.
Você não sabe o quão poderoso é o seu silêncio,
Que faz reticências nas pessoas,
E a angústia querer brincar de sorriso.
Você não sabe como veio parar aqui.

Você não sabe o quão inútil é o seu disfarce,
Que cola aos ouvidos da sua distração e faz ameaças doces de ninar.
Você não sabe de onde tirar tanta energia,
Mas brinca com as velas cheirosas até se queimar.
Você não sabe como veio parar aqui.

Você não soube o que fazer quando aprendeu a chorar,
E com um desvio de olhar apalpa tudo o que tens como alvo.
Você não sabe o que quer, mas tem certeza que algo terás.
Você não sabe como veio parar aqui.

Você não sabe onde deixou o último acorde de assovio.
Tampouco de onde vem a onda gelada que assola os passos da sua inocência.
Você não entende nada de mapas,
Você viaja.
Você não sabe como veio parar aqui.

Você nunca teve tempo para olhar o que esteve em suas mãos,
Hoje acorda e quer saber porque lhe dói o coração.
E decola a sua mão cansada sobre o peito sossegado de uma amante.
Você não sabe como veio parar aqui.

Você não sabe bem pra onde está indo,
Mas esconde incertezas de onde vem.
Você ri doentiamente para aos outros calar.
Mas quer alguém contigo, colado.
Mão dentro do colã.
Você não sabe como veio parar aqui.
Mas você quer ficar.

Texto do Silvio Marães, irmão de criação, irmão de boteco. Ainda bem que esse texto veio parar aqui.

domingo, 18 de abril de 2010

Dupla dinâmica


Ai se a gente pudesse mudar de humor apenas mastigando uma caixinha de papelão. Mas que são fofos, são.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Mala da Semana


Que assunto chato. Que o flamengo foi campeão em 87 ninguém discute, mas sinto muito, o biquinho pra disputar aquele quadrangular final foi muita burrice. E aí, sinto muito de novo, perdeu playboy (no melhor estilo tropa de alite). A porra da taça vai pros bambis mesmo. Mas chega disso né. Já foi julgado umas 935 vezes e não sei por que tanta discussão sobre isso. Oras, bolas.

Sim, somos!

Fato nº 1 - Somos todos mentirosos.
Fato nº 2 - Somos todos hipócritas de alguma forma ou em algum momento.
Fato nº 3 - Os fatos 1 e 2 vão acontecer sempre.

Agora que sabemos os fatos. Vamos ao texto.
Bebida e direção não combinam. Eu sei, você sabe e até o Jeremias sabe. Sim, ele sabe, vai por mim que ele sabe, o problema é que ele acha que também sabe que tem controle sobre isso e que sempre está bem. Aí eu me pergunto. Por que? Ó diabos, por que? Por que a gente teima em tomar umas antes de dirigir. E a gente toma. E depois corre o risco de tomar no cú indo pra casa doidão. E as desculpas que a gente usa são as mais esfarrapadas, vejam as mais comuns:
- Eu sei meu limite.
- Volto devagarinho para casa.
- Moro aqui pertinho.
- Eu não preciso de ajuda.
- Eu só to alegre, juro.
- Zzzzzzzzzzzzz.
Ah! Você nunca tomou?! Além de hipócrita, é mentiroso também. Porque tenho certeza que alguma cagada você já fez ao volante, nem que seja falar ao celular. Sim meu chapa. Falar ao celular distrai, piora os reflexos e todo aquele resto que você acha que com você não acontece porque seu autocontrole é impecável, mas cara, acontece. Uma hora você no celular, você vai se matar ou ainda pior vai matar alguém. E se fosse só isso tava bom. Porque a gente faz isso com outras coisas, até com aquele cigarrinho que veio da natureza. E aliás, se o sr. ou sra. que está lendo este texto ainda faz isso, saiba que o sr. ou sra. anda matando muita gente que nunca conheceu. A melhor definição sobre sua pessoa nesse momento é assassino. Frio e calculista. Mas doidão, que é o que você gosta. Aliás, não me isento das minhas culpas. Eu sou culpado. E ainda não paguei por isso. Já corri o risco de matar pessoas e acho que por minha causa muita gente já morreu. O foda é que agora penso nisso. Nesses erros que não posso mais reparar. Pode parecer uma bobagem romântica ou uma crise existencial sem tamanho. Mas penso muito nisso. E o pior, ainda corro alguns riscos de vez em quando e coloco outras pessoas em risco. Ah! Não é justificativa, mas lembra o que eu disso no começo? Somos todos hipócritas e mentirosos. Sim, somos!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Malas da Semana Passada e Dessa

Como faltei com senhores em colocar o mala da semana e essa. Vai dois de uma vez pra gente não perder o hábito. Aliás, falando em hábito, eu não perdi a intenção de atualizar o blog. É que como já disse antes eu mudei de emprego e estou empenhado na nova função até nos horários de descanso. Bom isso não é desculpa também porque teve uma hora que eu fui cagar e de lá eu poderia ter atualizado o blog com qualquer merda que eu quisesse.

Mala da Semana Passada

Na verdade esse é um paredão triplo. Quando o BBB parece ser a melhor coisa na programação da globo com certeza as novelas são chatas pra caramba. E eu admito, sou um pouco noveleiro sim, a última bacana que eu gostei foi paraíso tropical. Mas tá foda de aguentar essas que estão no ar. E viver a vida então pelamor, coisa chata, gente chata e o segundo escalão de atores é horroroso, vai ver é por isso que chama segundo.

Mala desta Semana

Por favor parem de fazer filmes, séries, matérias ou qualquer coisa sobre vampiros. Não aguento mais e olha que ainda tem 2 filmes do crepúsculo pra aturar.


terça-feira, 30 de março de 2010

Sem inspiração

Estou com muita coisa na cabeça ao mesmo tempo. E não é nada que vocês queiram saber, juro. Pros meus 4 leitores digo que vou recuperar a estabilidade e voltar a postar. Nem o mala ainda tive tempo de fazer. mas adianto que tem 4 patas e faz parte da família. E não poxa, não sou eu.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Jornalista viveu um ano seguindo a Bíblia ao pé da letra

Depois é a minha falta de religião que é radical. Ah tá.



Em agosto de 2005, iniciou-se um ano estranho para o nova-iorquino A.J. Jacobs. O escritor e jornalista decidiu que, nos quase 400 dias seguintes, viveria estritamente de acordo com os ditames da Bíblia, dos mais conhecidos aos mais obscuros.

Jacobs enfrentou questões imensas, como não mentir nem uma mentirinha, por mais social que fosse, ou não cobiçar mulheres que não a dele, nem mesmo as hipotéticas (o que o levou a cobrir com fita-crepe a figura sedutora de uma gueixa em um rótulo de chá).

E enfrentou também questões bizarras, como não semear dois tipos de grão no mesmo campo (fácil de seguir, já que em Nova York áreas de plantio são mesmo artigo incomum), ou como decidir onde se sentar no metrô ou numa lanchonete, já que assentos que tenham sido ocupados por mulheres no período menstrual ficam impuros (por via das dúvidas, ele às vezes carregava um banquinho). Jacobs narrou esses e outros episódios vividos no período em que circulou barbudo e de túnica branca por Manhattan no livro The Year of Living Biblically (O Ano de Viver Biblicamente), que lançou em 2007. A seguir, ele faz um balanço da sua experiência ao correspondente de VEJA em Nova York, André Petry.

Qual foi a situação mais extraordinária daqueles 387 dias?
Foi cumprir o mandamento bíblico de apedrejar os adúlteros. Você há de entender que isso não combina muito com a Manhattan dos dias de hoje. Acabei usando seixos, aquelas pedrinhas de cascalho, bem miudinhas, de modo que ninguém saísse ferido.

Das 700 orientações que o senhor extraiu da Bíblia, qual lhe pareceu a mais inexplicável?
A que proíbe o uso de roupas com mistura de fibras. As roupas devem ser feitas de um único tipo de fibra, sem combinações. Isso exige uma administração microscópica. Que diferença faz para Deus se estou usando camisa só de algodão ou se tem algodão e poliéster?

O que é mais fácil de seguir: o Velho ou o Novo Testamento?
Essa é uma pergunta complicada. Há mais regras no Velho Testamento, mas no Novo Testamento Jesus fala em perdoar e amar seu inimigo. Isso é dureza.

O senhor acha que alguém na história seguiu os mandamentos bíblicos literalmente, incluindo Jesus Cristo?
As pessoas pegam umas partes para seguir ao pé da letra e excluem outras. Todos nós praticamos uma religião de padaria, incluindo e excluindo elementos.

É possível identificar na Bíblia o que deve ser tomado como literal e o que é apenas metafórico?
Acredito que sempre haverá uma discussão sobre isso e nunca chegaremos a uma conclusão inequívoca.

Como não se pode falar o nome de outros deuses (êxodo, 23:13), então é proibido torcer para a tenista Venus Williams?
No Velho Testamento, de fato, não se pode dizer o nome de deuses pagãos, como Vênus. Acredito que você possa torcer pela Venus Williams, mas não deve ficar berrando o nome dela. Ou, melhor ainda, torça pela Serena.

Pelas suas contas, a Bíblia faz quarenta referências negativas ao uso de bebidas alcoólicas, 62 neutras e 145 positivas. Afinal, como um respeitador da Bíblia deve encarar a bebida?
No geral, o vinho é um exemplo da bênção de Deus, mas só quando bebido com moderação. A Bíblia tem muitas histórias de gente que bebeu demais e acabou se encrencando. Noé se embebedou uma vez e terminou desmaiando, só que desmaiou pelado, o que causou todos os problemas possíveis.

O valor da Bíblia certamente não está em seguir seus ensinamentos ao pé da letra. Onde está?
A Bíblia é cheia de sabedoria, cheia de compaixão, e o fato de tê-la vivido por mais de um ano mudou minha vida para sempre. Essa experiência mudou minha vida de uma forma muito profunda.

O senhor acredita em Deus?
Depois de um ano, eu comecei a frequentar uma sinagoga e matriculei meus filhos numa escola judaica. Continuo agnóstico, pois não sei se Deus existe. Mas tenho profundo respeito pelo conceito do sagrado.

Fonte: Revista Veja – Edição 2144 / 23 de dezembro de 2009
Via: Folha Gospel / Padom

Amém!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Malas da Semana


Esse "casal" tá me dando nos nervos. É cada piadinha sem graça que quando termina alguma matéria do jornal na hora do almoço, tenho vontade de mudar de canal. Que malas! O Evaristo Costa fica fingindo que é homem e a Sandra Annenberg fingindo que é uma mulher comum de gostos triviais. E eu fingindo que não escuto esse monte de ladainha pra conseguir ver o jornal.

terça-feira, 23 de março de 2010

Decisões

Ainda estou decidindo o mala da semana. Eu ia dar pro casal Nardoni, mas achei o assunto delicado demais. Vou pensar melhor, afinal opção de mala é que não falta. Mas aceito sugestões...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Bom programa de índio



Moçada, ontem fui ao Museu Dom Bosco (antigo museu do índio) lá no Parque dos Poderes. A entrada é a partir do último portão, sentido parque dos poderes, entrando no parque, vire a direita e você estará cara a cara com a entrada do museu. Fiquei impressionado com a estrutura que é de primeiro mundo mesmo. O lugar é muito bonito e a disposição das peças é excelente. A história indígena é rica, e alguns detalhes impressionam como o fato de eles fazerem pontas flechas em pedras e de fazer lanças e remos e o que mais dava pra fazer sem ter o conhecimento da metalurgia, mas não vá pensando que você vai chegar lá e ver coisas dos índios de 500 anos atrás. É mais uma mostra da nossa cultura local e vale, e muito, no mínimo pra não passar vergonha na conversa alheia. O fato é que esse lance de museu é complicado. Se não tem a gente reclama que não tem investimento na cultura, que não existe um local pra preservar nossa história, que o que tem é precário etc...E se tem, muita pouca gente vai porque dá uma preguiiiiiiça. Ontem que era domingo, um dia livre, ao assinar o livro de visitas reparei na quantidade de pessoas que tinham passado por lá (cheguei as 16h50) e o montante era a bagatela de 15 testemunhas já contando uma família que estava chegando. Ah mas deve ser porque é caro. São 5 reais.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Labirintite eletrônica

É tipo uma vertigem que dá. Vai te deixar meio zonzo. Ótimo pra dar desculpas.
Se você quer ir embora do trampo é só clicar aqui e vomitar.

terça-feira, 16 de março de 2010

Lavagem Cerebral

Em algum momento da sua vida você com certeza já ouviu falar de alguém que mudou totalmente a vida, passando de um extremo a outro, e nos casos mais graves, sem nenhuma aparente razão. Mas o que leva uma pessoa a mudança tão radical? Aliás não há nenhum consenso ou estudo sobre como é possível a substituição de um comportamento pelo outro, mas acredito ser algum tipo de lavagem cerebral. Para alguns tipos, este tipo de reprogramação pode ser até benéfico dependendo do estado anterior, mas existem vários tipos que se aproveitam da fragilidade emocional do alheio.

Dentre as várias áreas de lavagem cerebral estão: religião, auto-ajuda, política e militar. Mas neste textículo em questão vou falar daquelas que atingem diretamente a minha sanidade quando vejo certos argumentos vomitados na minha frente. Primeiramente desconfie sempre dos experts em liderança, vencedores e dos detentores da fórmula do sucesso pessoal, geralmente eles estão vendendo um produto no qual só acreditam no retorno financeiro que o aluno dá para eles. Já disse isso alguma vez em algum texto: não existe fórmula do sucesso, não existe nenhum tipo de atitude correta...existe bom senso e trabalho duro, de sol a sol. Nenhum livrinho vai te dizer o que fazer.

Você sabe o que deve ser feito, o problema é que você tem preguiça de fazê-lo, e aí você compra uma bobagem literária qualquer pra ter alguém te dizendo o que fazer. Isso tudo não parece tão ridículo lendo agora sem nenhum safado te dizendo no que acreditar? Se para mim, que estou digitando, parece ridículo, imagino para quem vai ler.

Mala da Semana


José Arruda. Esse aí é o mala da semana, do mês, do ano (até agora) só não vou dizer da década porque a concorrência é brava com o Malufs, Bob Jef, o Nanddo, ACMS, Sarneys, Delúbios, Dirceus, Genuínos, Dilmas (na fase com câncer e na fase sem), Barbalhos, Severinos, Calheiros e claro Marcos Valério (pensou que eu já tinha te esquecido né carecone?).

sexta-feira, 12 de março de 2010

Curling Brasil


Droga, essa daquelas que você e diz: por que? por que? por que não fui eu que tive a idéia dessa foto.


quinta-feira, 11 de março de 2010

Viajando...

Essa é a letra da música Society do Eddie Vedder (Pearl Jam) que está no filme Into de Wild dirigido pelo Sean Penn (aquele ex da Madonna que deu uns sopapos nela, hehehe, sacanagem. Ele já ganhou 2 Oscar de melhor ator, sendo 1 ano passado por Milk) e estrelado pelo Emile Hirsch (Alpha Dog, Speed Racer). Quem quer escutar a música clique aqui e quem quer saber mais do filme é aqui. A letra resume bem o espírito do filme. Gosto demais. Da música, da letra, do filme.

Society - Eddie Vedder

"Oh, it's a mystery to me. We have a greed with which we have agreed.
And you think you have to want more than you need until you have it all you won't be free…

Society, you're a crazy breed hope you're not lonely without me...

When you want more than you have you think you need. And when you think more than you want your thoughts begin to bleed
I think I need to find a bigger place because when you have more than you think you need more space.

Society, you're a crazy breed hope you're not lonely without me...Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

There's those thinking, more-or-less, less is more but if less is more, how you keeping score? Means for every point you make, your level drops kinda like you're starting from the top. You can't do that...

Society, you're a crazy breed. Hope you're not lonely without me...Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

Society, have mercy on me. Hope you're not angry if I disagree...Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me..."

Quando o seu humor seleciona as músicas


Tá aí...boa pedida do Geniovan pra quem gosta de variar as músicas conforme o humor. Clique naquilo que mais representa como você está se sentindo que o site prepara uma rádio inteira pra você. Clique ali ------------------------> STEREOMOOD e viaje.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Novo mala na família

Esse menorzinho é o Capanga, novo adjunto da família Pessoa Biagi. Pela cara do Jagunço (que aliás é seu pai) dá pra perceber que ele adorou. Bom, a Pri adorou. E eu também.

Já roubando o brinquedo do seu pai hein.


Família quase reunida pra foto, faltou eu.

Eu até perguntei se alguém queria que eu ia dar o rapaz. Mas também não foi assiimmmmmm pra tanta gente que eu perguntei e nem foi com toooooooda essa vontade né. Seja bem-vindo Capanga Pessoa Biagi.

terça-feira, 9 de março de 2010

Música para viajar

Se algum dia eu colocar música ruim aqui pode chegar dando uma chapa voadora pelas costas.

Marshall Tucker Band - Can't You See



Lyrics | Marshall Tucker Band - Can’t You See lyrics

Trechos pensativos III

"Pra fazer de uma pessoa um lutador você tem que tirar toda sua pele até os ossos. Você não pode simplesmente dizer pra ela esquecer tudo o que sabe...Você tem que fazê-la esquecer de verdade. Tem que derrubá-la de tal maneira que ela só vai ouvir sua voz, apenas o que você diz e nada mais...Tem que mostrá-la como manter seu equilíbrio longe dos outros, como ter força só com os dedos mindinhos e a flexionar os joelhos sem cair no chão. Tem que ensiná-la a bater de volta, a lutar com unhas e dentes e a nunca desistir dos seus sonhos. Então você tem que mostrar isso tudo de novo. Repetidamente. Até que ela ache que nasceu assim."

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mala da Semana

Lógico que ia ser pro Adriano. Que mala.



O que esse cara pensa? Que ninguém tem problemas? Quantos anos esse idiota tem? 15? 13? Ficar 11 dias sem aparecer pra treinar (dispensado de 2 jogos e 4 treinos pelo flamengo teve o disparate de se apresentar na seleção). Tudo isso por causa da namoradinha dele. Inaceitável. Como jogador, admito. Ele é bom. Mas como pessoa é um perfeito imbecil. E ele tem que dar o exemplo. Não precisa ser perfeito. Se não tá a fim de treinar, aparece lá, avisa que hoje num ´tá bem, corre em volta do campo e participa das atividades. Já pensou você ae ligando por seu chefe avisando que hoje não vai porque está com depressão por causa da última discussão que teve com sua mulher. Ora, tenha santa paciência. Esse mundo é uma bagunça mesmo.

Copa 2010

O que dizer? Que esta não é a seleção dos meus sonhos e que o Feliz não é meu treinador favorito e ainda que determinados jogadores que estão lá não são nem banco do meu time de várzea? Ok, tudo isso é fato. É minha conhecida opinião pessoal. Mas o que fazer? Como falar que o trabalho dele não está sendo bem feito. O que dizer de jogadores que nada são nos seus times e que na seleção realmente fazem a diferença? Não sei. Não posso reclamar do Atchim, nem de falta de gás da seleção. A gente queria isso não queria? Uma seleção com raça que apagasse aquele fiasco gordo da outra copa. Uma seleção com coração. E parece que essa aí tem bastante. Não vou deixar de torcer pra seleção nem se o Zangado escalar 6 volantes e 3 zagueiros. Vou torcer sim. Muito. Vou xingar muito. Vou reclamar muito. Vou comemorar muito e vou torcer muito pra seleção ser campeã pela sexta vez. E sejam sinceros, vocês farão o mesmo. Vamos acreditar no Soneca. Quer dizer, vamos torcer por ele (e pra filha dele não fazer cagada no vestuário), vai ser legal. Vai ser uma festa. E que a gente não se esqueça das eleições depois hein que é bem mais séria do que qualquer copa do mundo.

domingo, 7 de março de 2010

Friends will be friends, right to the end

É sempre bom ver a turma reunida. Diferentes, iguais, fanáticos, amigos. É como uma festa de família. Cada um tem um grupo, uma conversa e um momento com cada um que está lá e depois migra pra outro grupo ou forma o seu do lado do freezer com outro assunto, outras pessoas e o mesmo sentimento. Somos amigos, oras. Só amigos. Uns mais cabeludos, orelhudos, carecas, altos, baixos, gordos, magros, que gritam. Somos todos diferentes, mas aprendemos a tolerar o limite de cada um. E faço questão de dizer outra coisa. Que ainda bem que nossas digníssimas também se dão bem. Ia ser complicado se fosse o contrário.

Muita gente estranha o tamanho da nossa preocupação. Quando alguém tá quieto só por estar é muito raro não encostar um disposto ombro prontinho para nos apoiar (com uma cervejinha gelada é melhor ainda). Tanta gente esquisita, diferente, e tudo mundo igual. Ingênuo. Sim, nossa amizade confia, cobra, anseia, tolera. Somos bons juntos e piores ainda se quisermos, exatamente com uma família. Não me considero uma pessoa acima da média. Provavelmente não vou curar nenhuma doença (mas eu queria e garanto que outros também) e não tenho aspirações megalomaníacas de dominar o mundo ou deixar minha marca na história. Meu único e sincero desejo é que essa família não desmanche. Apenas isso. Tenho a minha família de sangue, que é vital e que não aprendi a amar, nasci sabendo. Essa outra família demorou muito mais tempo pra formar. Pra amar. Se você não sabe do que estou falando você não tem amigos. Tem colegas. E anda passando muito tempo na frente do computador.

Deve ser um tipo de egoísmo da minha parte querer isso pra sempre porque às vezes os amigos se vão ou se mudam por algum tempo (sim argentino viado, o Sr. faz falta), mesmo assim as vezes indo para longe ainda é preciso desejar o melhor. Porque na certa eles também querem o melhor de nós. Ah, é nessa hora, quando começo a pensar em coisas boas e a deixar meus pensamentos voarem que o Téo pega o violão. Toca essa ae tio.

"Friends will be friends,
When you're in need of love they give care and attention.
Friends will be friends,
When you're through with life and all hope is lost,
Hold out your hand cause friends will be friends right to the end."