domingo, 11 de agosto de 2013

Pai, a sua falta derreteu um pedaço da minha armadura e por ela entram e saem pedaços de mim. São 6 anos já e parece que foi ontem, mas segundo ouvi dizer será sempre assim.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Não acredito em destino. Não me parece lógico existir o destino. Tá eu não sou o homem mais lógico do mundo mas neste ponto parece que eu sou. A ideia de que existe algo por trás (ui, pode ser acima, abaixo, dos lados também), controlando todas nossas ações me parece um tanto antagônica quando falamos do nosso livre-arbítrio (ainda que ele seja fictício). Então eu acredito no trabalho sério. E acredito nele todos os dias. Acredito em fazer mais, em perder o sono, em se matar de trabalhar pra conseguir o que se quer, acho que nem sei ser de outro jeito. Faz mais de 5 anos que tenho mais de 1 emprego o que definitivamente não é mérito nenhum. Mas acho que as coisas só acontecem pra quem quer mesmo. Não essa coisa adolescente de querer hoje, insistir 6 meses no projeto e desistir, isto não é querer, isto é seu irmão mais novo fazendo aulas de caratê e desistindo depois de um olho roxo. Pra querer tem que desistir de algumas coisas, mudar, insistir, se ferrar, e principalmente parar de falar que a culpa é dos outros quando na verdade o incompetente maior é você. Sabe esse seu olharzinho de desdém? Esse óculos escuros retrô que usa pendurado no nariz? Sabe esse seu papinho patético e fútil? Pois então, tudo isso é você sendo incompetente e não fazendo o que deveria fazer que é derrubar as barreiras da sua própria mediocridade pra tentar deixar o seu legado nesta vida curta que a gente insiste em pensar que é pra sempre (aliás, me desculpe estragar, mas ela não é). E hoje, o interesse em melhorar me deu mais um indício de posso estar certo neste ponto em particular. Fiquei feliz. Não porque parece que estou certo, mas porque pude ver que pra algumas pessoas este mundo simplesmente não é o bastante.

domingo, 4 de agosto de 2013

Quanto mais eu sei menos eu sei

Uma realidade dura é que quanto mais eu leio parece que menos eu sei. E não é questão de falsa modéstia, é um fato. Os assuntos ramificam, criam braços, pernas, cabeças e aparecem um atrás do outro querendo minha atenção. Comentei esses dias em sala de aula que me sinto mal ao dormir, me sinto inútil, perdendo tempo e agora que estou estudando um pouco sobre o cuidar e o cuidado (sim, outro assunto) sei o quanto isto é senil. Minha cabeça ferve, ela pede mais e mais assuntos, novos métodos e fico perdido entre páginas, páginas e mais páginas de letras, figuras, textos, artigos, livros, aulas, apresentações, tudo em excesso, tudo prejudicial, tenho grande dificuldade em dar foco porque tudo é tão interessante tão legal, tão emocionante que preciso me alimentar de mais livros. Não sou nada clássico, não sento na minha biblioteca e devoro livros, eu faço isso da minha maneira, leio 5, 6 capítulos, todos de livros diferentes, as vezes até mais. É uma loucura eu sei. Eu funciono assim, sempre funcionei, multitarefa, multidisciplinar, multipessoa, faço tudo ao mesmo tempo mesmo, parte de uma geração carrega e em constante download. Os próximos meses devem piorar este cenário, torná-lo quase um pesadelo de aprendizado diário e é tudo porque eu quero exatamente assim.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Vejo muito nas mídias sociais um certo tipo de pessoa que promove revolução, revolta, discussão e por aí vai. Como minha timeline tem muita gente nova acabo por fazer um paralelo com a juventude brasileira das classes mais abastadas obviamente... Digo obviamente, porque com certeza não dá pra pensar que no sertão nordestino ou no interior (mais interior?) do Mato Grosso do Sul a população miserável que reside está conectada. Sendo assim, este paralelo é ainda mais assustador já que estamos tratando de uma classe teoricamente mais instruída, provida de informações e que entende o mínimo dos problemas e qualidades deste lindo país. Bom, muitas (não todas) destas pessoas que querem a mudança do país são as mesmas pessoas que sem querer (querendo) estão destruindo o Brasil com atitudes que consideram inofensivas. A primeira que posso citar é fumar maconha. Se caso o senhor que está lendo meu texto é um maconheirinho de plantão, eu lhe explico qual é sua parte no esquema que alimenta os mesmos corruptos e as mesmas injustiças que vossa excremência insiste em dizer que é contra:

Vamos dizer que que você gaste 30 reais comprando uma certa quantidade de maconha. A não ser que você tenha plantado, pode ter certeza de que o "produto" que está recebendo não é 100% puro, então, o custo de produção para esta mesma quantidade está bem abaixo disso. Sendo o tráfico de drogas uma empresa que não preza pela qualidade e não está nem aí para os seus consumidores, o senhor pagou 30 reais por algo que custou apenas 10 reais (uma estimativa conservadora). Este lucro de 20 pilas serve para refazer a operação, gasta-se 10 para produzir, e embolsa-se 10 pra os outros desmandos. Assim, de 20 em 20 reais, se multiplicarmos o número de pessoas por 1 milhão, teremos números absurdos com lucros mais absurdos ainda. O dinheiro ganho nesta operação é usado para várias coisas, fazer mais maconha, financiar a corrupção da polícia, financiar o armamento do tráfico, promover a violência, além do que a maconha pode servir de escada para outras drogas ainda mais fortes e mais nocivas, ou seja, quando você vai a boca e compra 30 reais de maconha, pode ter certeza, que em 1 ano esta sua grana, virou 1 milhão de reais nas mãos dos traficantes que você insiste em ir pra rua combater com cartazetes com palavras de ordem.

Escrever e compartilhar textos em mídias sociais não tem fazem uma pessoa melhor, o que te faz uma pessoa melhor é você parar de usar drogas, e se você faz uso, te digo uma coisa, seu lugar é na cadeia junto com os outros bandidos. Ser revolucionário com cama, comida quentinha e roupa lavada enquanto o senhor alimenta o banditismo no Brasil é uma enganação digna do que o governo faz com a gente todos os dias.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Preconceito virtual

Lendo um artigo que o Elton me mandou (o autor é o Hermano Vianna, pra ler o original clique aqui), me dei conta de uma situação real e que me incomodou amplamente e por isto resolvi escrever sobre o assunto. O facebook é elitista, bairrista e preconceituoso. Vou dar umas linhas pra você se acostumar com a ideia, porque ainda quero acrescentar outra palavra nesta lista: mentiroso (mas esta palavra será amplamente explorada em outro texto). Então acostume-se...
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Bom, lembro que assim como o autor do artigo quando eu conheci a internet ela ainda não tinha www e que nós que acessávamos éramos tratados como esquisitos e bitolados por todo o resto. A gente era nerd, cdf, estranho, não existia o termo bonitinho do geek e muito menos it-qualquercoisa (outro termo escroto), a gente era tachado de idiota mesmo, de babaca, de gente que não era legal... se jogasse RPG e videogame então aí era um palhaço completo, como eu. Neste momento quero fazer uma menção aos meus amigos palhaços, e dizer que todos sem exceção são profissionais bem sucedidos nas mais diversas áreas. Hoje isto não é padrão, nerd pode ser tão vagabundo quanto qualquer outro e na minha época acho que isto também era igual, a diferença é que o número de nerds ou aumentou ou saiu do armário pra usar um termo mais conhecido. Vamos ao ponto: o facebook.

Quando entrei no facebook, migrando do orkut por razões que me pareciam óbvias, não me dei conta que tinha sido afetado por uma certa soberba de que o orkut tinha virado um território empobrecido intelectualmente e visualmente. De maneira amplamente preconceituosa eu saí do orkut e passei a fazer campanha para outros fazerem o mesmo. Engraçado é que só convidei os que julguei intelectualmente a altura do novo ambiente e excluí automaticamente da minha lista os que achava que só trariam malefícios, gifs, textos imbecis, fotinhas de focas, coisas antiquadas e por aí vai e não me dei conta que é isto que faz um país decente: diversidade. Não tenho desculpas para minha atitude e sei que você deve ter feito o mesmo, então cabe aqui a primeira reflexão: Como a gente pode querer o bem estar de todos em todas estas manifestações se no primeiro momento possível queremos "conviver" apenas com as pessoas que julgamos serem adequadas a nós? É preconceito puro. É egoísmo, elitismo, bairrismo. E esta é a primeira noção de que o facebook está matando nossa capacidade de aceitação porque lá hoje a tônica é: se não gosto, excluo e excluo porque não quero tolerar, não tenho vontade de entender e muito menos aceitar. Além disso, a gente não se deu conta de que o facebook é uma empresa privada que visa o lucro. É um ambiente totalmente controlado que é regido por regras estabelecidas por gente que só espera obter lucro com a nossa presença. Claro que eles querem oferecer um produto bom, que entregue entretenimento social, etc, mas o objetivo final é ter lucro. E não me entendam mal, eu acho isso legal, sou a favor do capitalismo e das empresas obterem seus lucros de forma justa, mas existe uma confusão em relação ao facebook e meus olhos só abriram agora em relação a isso. O que a gente escreve lá só ficará online se o facebook quiser ou então se perderá no tempo e nada do que fizemos, falamos, registramos ficará para posteridade. Aliás, tem gente que nem "acessa" mais a internet, só o facebook por assim dizer. Parece que não há mais vida além disso, já pensou se o facebook fecha amanhã, como ficaria sua vida? Então eu acho que precisamos mudar de atitude (aqui reconheço meus erros e tentarei mudar), precisamos valorizar a diversidade de opinião. Precisamos ir além do facebook, precisamos sair do mundo virtual pra ver se a gente consegue ser gente real de novo. Este elitismo parece ter tomado conta em diversos aspectos e isto foi amplamente visto nas manifestações, foi amplamente visto nos diversos vídeos espalhados pela internet mas só visto por pessoas com conta no facebook. Espero que isto mude, espero sinceramente que mais mídias sociais apareçam pra combater o que hoje é um monopólio elitista e controlador. Por enquanto as perspectivas e prognósticos não são bons, veremos se as pessoas mudam, pra mudar este conceito de que legal é só aquela pessoa que faz de uma certa rede ou se veste de uma certa maneira, entre outros argumentos desta mesma natureza.

Chatices

Eu deveria escrever mais sobre as coisas que me incomodam, sobre os desmandos e principalmente o que eu acho ou não correto, mas me falta tempo, hehehe, mentira, me falta disciplina, falta de tempo é uma desculpa de adolescente, e isto eu não sou faz tempo. Não que tenha alguém interessado nas minhas opiniões, mas eu gosto de falar pra tirar do meu sistema, externar problemas e pensamentos de forma que eles fiquem gravados só porque eu gosto de ser chato e dizer: Tá vendo?! Faz X anos que falo isso ou falei isso mês passado, etc, etc... Faço isso de vez em quando em mídia social, mas lá é tudo muito aberto, e fixo exposto a interpretações que podem confundir com minha profissão e aqui vem quem realmente quer ler alguma coisa, então escrevo literalmente pra umas 5 pessoas de cada vez. Tá, então fica combinado, eu vou tentar escrever mais e você vem pra ler e se quiser escrever fique à vontade.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Geralmente a culpa do seu fracasso é toda sua, não é do seu pai, mãe, patrão, amigo, professor, sempre haverá desculpas. Rabo no meio das pernas, ou humildade para aqueles que não gostam de ouvir palavras mais duras, deveria ser uma das disciplinas ensinadas desde o ensino médio e obrigatória em todos os cursos e faculdades do país. Matemática, Física, Química, Biologia e Humildade. Tá faltando isso no ser humano (entre outras coisas), é muito melindre, muito rodeio, se está tá ruim, volta, engole o choro e faça direito, chorar pro papai, pra mamãe ou no canto não vai encobrir a sua incompetência.