domingo, 4 de agosto de 2013

Quanto mais eu sei menos eu sei

Uma realidade dura é que quanto mais eu leio parece que menos eu sei. E não é questão de falsa modéstia, é um fato. Os assuntos ramificam, criam braços, pernas, cabeças e aparecem um atrás do outro querendo minha atenção. Comentei esses dias em sala de aula que me sinto mal ao dormir, me sinto inútil, perdendo tempo e agora que estou estudando um pouco sobre o cuidar e o cuidado (sim, outro assunto) sei o quanto isto é senil. Minha cabeça ferve, ela pede mais e mais assuntos, novos métodos e fico perdido entre páginas, páginas e mais páginas de letras, figuras, textos, artigos, livros, aulas, apresentações, tudo em excesso, tudo prejudicial, tenho grande dificuldade em dar foco porque tudo é tão interessante tão legal, tão emocionante que preciso me alimentar de mais livros. Não sou nada clássico, não sento na minha biblioteca e devoro livros, eu faço isso da minha maneira, leio 5, 6 capítulos, todos de livros diferentes, as vezes até mais. É uma loucura eu sei. Eu funciono assim, sempre funcionei, multitarefa, multidisciplinar, multipessoa, faço tudo ao mesmo tempo mesmo, parte de uma geração carrega e em constante download. Os próximos meses devem piorar este cenário, torná-lo quase um pesadelo de aprendizado diário e é tudo porque eu quero exatamente assim.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Vejo muito nas mídias sociais um certo tipo de pessoa que promove revolução, revolta, discussão e por aí vai. Como minha timeline tem muita gente nova acabo por fazer um paralelo com a juventude brasileira das classes mais abastadas obviamente... Digo obviamente, porque com certeza não dá pra pensar que no sertão nordestino ou no interior (mais interior?) do Mato Grosso do Sul a população miserável que reside está conectada. Sendo assim, este paralelo é ainda mais assustador já que estamos tratando de uma classe teoricamente mais instruída, provida de informações e que entende o mínimo dos problemas e qualidades deste lindo país. Bom, muitas (não todas) destas pessoas que querem a mudança do país são as mesmas pessoas que sem querer (querendo) estão destruindo o Brasil com atitudes que consideram inofensivas. A primeira que posso citar é fumar maconha. Se caso o senhor que está lendo meu texto é um maconheirinho de plantão, eu lhe explico qual é sua parte no esquema que alimenta os mesmos corruptos e as mesmas injustiças que vossa excremência insiste em dizer que é contra:

Vamos dizer que que você gaste 30 reais comprando uma certa quantidade de maconha. A não ser que você tenha plantado, pode ter certeza de que o "produto" que está recebendo não é 100% puro, então, o custo de produção para esta mesma quantidade está bem abaixo disso. Sendo o tráfico de drogas uma empresa que não preza pela qualidade e não está nem aí para os seus consumidores, o senhor pagou 30 reais por algo que custou apenas 10 reais (uma estimativa conservadora). Este lucro de 20 pilas serve para refazer a operação, gasta-se 10 para produzir, e embolsa-se 10 pra os outros desmandos. Assim, de 20 em 20 reais, se multiplicarmos o número de pessoas por 1 milhão, teremos números absurdos com lucros mais absurdos ainda. O dinheiro ganho nesta operação é usado para várias coisas, fazer mais maconha, financiar a corrupção da polícia, financiar o armamento do tráfico, promover a violência, além do que a maconha pode servir de escada para outras drogas ainda mais fortes e mais nocivas, ou seja, quando você vai a boca e compra 30 reais de maconha, pode ter certeza, que em 1 ano esta sua grana, virou 1 milhão de reais nas mãos dos traficantes que você insiste em ir pra rua combater com cartazetes com palavras de ordem.

Escrever e compartilhar textos em mídias sociais não tem fazem uma pessoa melhor, o que te faz uma pessoa melhor é você parar de usar drogas, e se você faz uso, te digo uma coisa, seu lugar é na cadeia junto com os outros bandidos. Ser revolucionário com cama, comida quentinha e roupa lavada enquanto o senhor alimenta o banditismo no Brasil é uma enganação digna do que o governo faz com a gente todos os dias.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Preconceito virtual

Lendo um artigo que o Elton me mandou (o autor é o Hermano Vianna, pra ler o original clique aqui), me dei conta de uma situação real e que me incomodou amplamente e por isto resolvi escrever sobre o assunto. O facebook é elitista, bairrista e preconceituoso. Vou dar umas linhas pra você se acostumar com a ideia, porque ainda quero acrescentar outra palavra nesta lista: mentiroso (mas esta palavra será amplamente explorada em outro texto). Então acostume-se...
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Bom, lembro que assim como o autor do artigo quando eu conheci a internet ela ainda não tinha www e que nós que acessávamos éramos tratados como esquisitos e bitolados por todo o resto. A gente era nerd, cdf, estranho, não existia o termo bonitinho do geek e muito menos it-qualquercoisa (outro termo escroto), a gente era tachado de idiota mesmo, de babaca, de gente que não era legal... se jogasse RPG e videogame então aí era um palhaço completo, como eu. Neste momento quero fazer uma menção aos meus amigos palhaços, e dizer que todos sem exceção são profissionais bem sucedidos nas mais diversas áreas. Hoje isto não é padrão, nerd pode ser tão vagabundo quanto qualquer outro e na minha época acho que isto também era igual, a diferença é que o número de nerds ou aumentou ou saiu do armário pra usar um termo mais conhecido. Vamos ao ponto: o facebook.

Quando entrei no facebook, migrando do orkut por razões que me pareciam óbvias, não me dei conta que tinha sido afetado por uma certa soberba de que o orkut tinha virado um território empobrecido intelectualmente e visualmente. De maneira amplamente preconceituosa eu saí do orkut e passei a fazer campanha para outros fazerem o mesmo. Engraçado é que só convidei os que julguei intelectualmente a altura do novo ambiente e excluí automaticamente da minha lista os que achava que só trariam malefícios, gifs, textos imbecis, fotinhas de focas, coisas antiquadas e por aí vai e não me dei conta que é isto que faz um país decente: diversidade. Não tenho desculpas para minha atitude e sei que você deve ter feito o mesmo, então cabe aqui a primeira reflexão: Como a gente pode querer o bem estar de todos em todas estas manifestações se no primeiro momento possível queremos "conviver" apenas com as pessoas que julgamos serem adequadas a nós? É preconceito puro. É egoísmo, elitismo, bairrismo. E esta é a primeira noção de que o facebook está matando nossa capacidade de aceitação porque lá hoje a tônica é: se não gosto, excluo e excluo porque não quero tolerar, não tenho vontade de entender e muito menos aceitar. Além disso, a gente não se deu conta de que o facebook é uma empresa privada que visa o lucro. É um ambiente totalmente controlado que é regido por regras estabelecidas por gente que só espera obter lucro com a nossa presença. Claro que eles querem oferecer um produto bom, que entregue entretenimento social, etc, mas o objetivo final é ter lucro. E não me entendam mal, eu acho isso legal, sou a favor do capitalismo e das empresas obterem seus lucros de forma justa, mas existe uma confusão em relação ao facebook e meus olhos só abriram agora em relação a isso. O que a gente escreve lá só ficará online se o facebook quiser ou então se perderá no tempo e nada do que fizemos, falamos, registramos ficará para posteridade. Aliás, tem gente que nem "acessa" mais a internet, só o facebook por assim dizer. Parece que não há mais vida além disso, já pensou se o facebook fecha amanhã, como ficaria sua vida? Então eu acho que precisamos mudar de atitude (aqui reconheço meus erros e tentarei mudar), precisamos valorizar a diversidade de opinião. Precisamos ir além do facebook, precisamos sair do mundo virtual pra ver se a gente consegue ser gente real de novo. Este elitismo parece ter tomado conta em diversos aspectos e isto foi amplamente visto nas manifestações, foi amplamente visto nos diversos vídeos espalhados pela internet mas só visto por pessoas com conta no facebook. Espero que isto mude, espero sinceramente que mais mídias sociais apareçam pra combater o que hoje é um monopólio elitista e controlador. Por enquanto as perspectivas e prognósticos não são bons, veremos se as pessoas mudam, pra mudar este conceito de que legal é só aquela pessoa que faz de uma certa rede ou se veste de uma certa maneira, entre outros argumentos desta mesma natureza.

Chatices

Eu deveria escrever mais sobre as coisas que me incomodam, sobre os desmandos e principalmente o que eu acho ou não correto, mas me falta tempo, hehehe, mentira, me falta disciplina, falta de tempo é uma desculpa de adolescente, e isto eu não sou faz tempo. Não que tenha alguém interessado nas minhas opiniões, mas eu gosto de falar pra tirar do meu sistema, externar problemas e pensamentos de forma que eles fiquem gravados só porque eu gosto de ser chato e dizer: Tá vendo?! Faz X anos que falo isso ou falei isso mês passado, etc, etc... Faço isso de vez em quando em mídia social, mas lá é tudo muito aberto, e fixo exposto a interpretações que podem confundir com minha profissão e aqui vem quem realmente quer ler alguma coisa, então escrevo literalmente pra umas 5 pessoas de cada vez. Tá, então fica combinado, eu vou tentar escrever mais e você vem pra ler e se quiser escrever fique à vontade.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Geralmente a culpa do seu fracasso é toda sua, não é do seu pai, mãe, patrão, amigo, professor, sempre haverá desculpas. Rabo no meio das pernas, ou humildade para aqueles que não gostam de ouvir palavras mais duras, deveria ser uma das disciplinas ensinadas desde o ensino médio e obrigatória em todos os cursos e faculdades do país. Matemática, Física, Química, Biologia e Humildade. Tá faltando isso no ser humano (entre outras coisas), é muito melindre, muito rodeio, se está tá ruim, volta, engole o choro e faça direito, chorar pro papai, pra mamãe ou no canto não vai encobrir a sua incompetência.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Geral

Todas as coisas que fazemos têm uma consequência... ou para nós ou para alguém. Mas acho realmente preocupante que ao mesmo tempo a gente tenha uma imensa capacidade de mentir pra gente mesmo pensando que não vai maltratar ninguém.

Somos uns hipócritas isso sim. E somos todos os dias. Somos mentirosos inescrupulosos, somos vis e só não somos piores justamente por causa da tal consequência do dia seguinte. Somos aproveitadores baratos, gente sem valor. Se pudéssemos mentir sem que ninguém pudesse descobrir, mentiríamos toda hora e sobre tudo. Sobre a prova, sobre a beleza de uma pessoa, sobre um bom trabalho, sobre a felicidade, sobre trabalho, sobre dinheiro, mentiríamos uns para os outros na cara dura dizendo que somos totalmente felizes e que a vida é ótima e que este ano de 2013 será lindo e maravilhoso. Isso é uma mentira. É tudo mentira.

2013 será mais um ano, apenas mais entre os contáveis que temos pela frente, um ano como outro qualquer e olha que tenho mais motivos para achar que a minha vida vai ser diferente devido aos recentes fatos mas não acho não. Acho de verdade é que as pessoas complicam. Eu terei felicidades esse ano sim, terei tristezas, terei problemas financeiros, tomarei decisões importantes, terei brigas, tudo exatamente como foi 2012...Nada vai mudar. Para algumas coisas isso é ótimo, para outras é péssimo. Porque sei dentro de mim que preciso esperar mais uns 4 ou 5 anos pra realizar sonhos ou simples desejos.

Essa hipocrisia é geral. Todos somos assim. Mentimos sempre. Mentimos no facebook sobre nossa falsa felicidade, nossa falsa vida perfeita, sobre nossas falsas esperanças, sobre nossa falsa evolução. Mentimos até quando vamos na igreja rezar e lá fora seu carro está parado em local proibido, ou até mesmo na rodinha de reza antes da ceia de natal. Mentimos pros nossos filhos, pros nossos pais, pra todo mundo. Vale tudo pra gente ficar bem, pra gente não pensar no fim, não pensar nas coisas que não vão acontecer. E nós sabemos que coisas são não sabemos? Lá no fundo você sabe quais promessas não vão vingar. Você sabe direitinho o que não vai fazer mas diz que vai só para outros não encherem seu saco. Eu sei que você sabe. Todo mundo sabe. E você mente de novo e a gente acredita.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Que tipo de rock é você?


Vi este texto na internet e achei que merecia um post. E veja bem que não posto nada aqui há 1 ano eu acho.

HEAVY METAL:
O protagonista chega no castelo numa Harley Davidson, mata o dragão, enche a cara de cerveja com a princesa e depois transa com ela.

METAL MELÓDICO:
O protagonista chega no castelo num cavalo alado branco, escapa do dragão, salva a princesa, fogem para longe e fazem amor.

THRASH METAL:
O protagonista chega no castelo, duela com o dragão, salva a princesa e transa com ela.

POWER METAL:
O protagonista chega brandindo sua espada e trava uma batalha gloriosa contra o dragão. O dragão sucumbe enquanto ele permanece em pé, banhado pelo sangue de seu inimigo, sinal de seu triunfo. Resgata a princesa. Esgota a paciência dela com auto-elogios e transa com ela.

FOLK METAL:
O protagonista chega acompanhado de vários amigos e duendes tocando acordeon, alaúde, viola e outros instrumentos estranhos. Fazem o dragão dormir depois de tanto dançar, e vão embora, sem a princesa, pois a floresta está cheia de ninfas, elfas e fadas.

VIKING METAL:
O protagonista chega em um navio, mata o dragão com um machado, assa e come. Estupra a princesa, pilha o castelo e toca fogo em tudo antes de ir embora.

DEATH METAL:
O protagonista chega, mata o dragão, transa com a princesa, mata a princesa e vai embora.

BLACK METAL:
Chega de madrugada, dentro da neblina. Mata o dragão e empala em frente ao castelo. Sodomiza a princesa, a corta com uma faca e bebe o seu sangue em um ritual até matá-la. Depois descobre que ela não era mais virgem e a empala junto com o dragão.

GORE:
Chega, mata o dragão. Sobe no castelo, transa com a princesa e a mata. Depois transa com ela de novo. Queima o corpo da princesa e transa com ele de novo.

SPLATTER:
Chega, mata o dragão, abre-o com um bisturi. Sodomiza a princesa com as tripas do dragão. Abre buracos nela com o bisturi e estupra cada um dos buracos. Tira os globos oculares da princesa e estupra as órbitas. Depois mata a princesa, faz uma autópsia, tira fotos, e lança um album cuja capa é uma das fotos.

DOOM METAL:
Chega no castelo, olha o tamanho do dragão, fica deprimido e se mata. O dragão come o cadáver do protagonista e depois come a princesa.

WHITE METAL:
Chega no castelo, exorciza o dragão, converte a princesa e usa o castelo para sediar mais uma "Igreja Universal do Reino de Deus".

NEW METAL:
Chega no castelo se achando o bonzão e dizendo o quanto é bom de briga. Quer provar para todos que também é foda e é capaz de salvar a princesa. Acha que é capaz de vencer o dragão; perde feio e leva o maior cacete. O protagonista New Metal toma um prozak e vai gravar um disco "The Best Of".

GRUNGE:
Chega drogado, escapa do dragão e encontra a princesa. Conta para ela sobre a sua infância triste. A princesa dá um soco na cara dele e vai procurar o protagonista Heavy Metal. O protagonista grunge sofre uma overdose de heroína.

ROCK N'ROLL CLÁSSICO:
Chega de moto fumando um baseado e oferece para o dragão, que logo fica seu amigo. Depois acampa com a princesa numa parte mais afastada do jardim e depois de muito sexo, drogas e rock n roll, tem uma overdose de LSD e morre sufocado no próprio vômito.

PUNK ROCK:
Cospe no dragão, joga uma pedra nele e depois foge. Pixa o muro do castelo com um "A" de anarquia. Faz um moicano na princesa e depois abre uma barraquinha de fanzines no saguão do castelo.

EMOCORE:
Chega ao castelo e conta ao dragão o quanto gosta da princesa. O dragão fica com pena e o deixa passar. Após entrar no castelo ele descobre que a princesa fugiu com o protagonista Heavy Metal. Escreve uma música de letra emotiva contando como foi abandonado pela sua amada e como o mundo é injusto.

PROGRESSIVO:
Chega, toca um solo virtuoso de guitarra de 26 minutos. O dragão se mata de tanto tédio. Chega até a princesa e toca outro solo que explora todas as técnicas de atonalismo em compassos ternários compostos aprendidas no último ano de conservatório. A princesa foge e vai procurar o protagonista Heavy Metal.

HARD ROCK:
Chega em um conversível vermelho, com duas loiras peitudas e tomando Jack Daniel's. Mata o dragão com uma faca e faz uma orgia com a princesa e as loiras.

GLAM ROCK:
Chega no castelo. O dragão rí tanto quando o vê que o deixa passar. Ele entra no castelo, rouba o hair dresser e o batom da princesa. Depois a convence a pintar o castelo de rosa e a fazer luzes nos cabelos.

INDIE ROCK:
Entra pelos fundos do castelo. O dragão fica com pena de bater em um nerd franzino de óculos e deixa ele passar. A princesa não aguenta ouvir ele falando de moda e cinema, e foge com o protagonista Heavy Metal.